Uber enfrenta novo protesto de taxistas na Europa

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À semelhança do que já aconteceu em vários países europeus, incluindo Portugal, a Uber enfrentou um protesto dos taxistas gregos.

À semelhança do que já aconteceu em vários países europeus, incluindo Portugal, a Uber enfrentou um protesto dos taxistas gregos.

Centenas de taxistas marcharam no centro de Atenas na terça-feira para protestar com aquilo que apelidam de “invasão” por parte da Uber. Os taxistas atacaram carros que estavam a passar e que acreditavam fazer fazer parte do serviço norte-americano.

Os motoristas afirmam que a Uber e serviços semelhantes estão a roubar os seus negócios. Os taxistas também acusam o governo grego de manter a legislação para regulamentar aplicações de reservas, como a Uber e a Beat, um serviço desenvolvimento localmente.

“Não iremos coexistir com eles”, disse Yorgos Souitsmes, um dos motoristas de protesto. “É uma multinacional que quer roubar o pão dos gregos”.

A SATA, um sindicato grego que representa taxistas, convocou uma greve de nove horas contra “todas as plataformas inovadoras que roubam motoristas de táxi e o nosso país”. Em comunicado, o sindicato afirmou que “há três anos que estamos a lutar uma batalha grande e diária para contrariar a invasão arbitrária da Uber nos transportes públicos”.

A Uber tem enfrentado constrangimentos regulatórios e legais em todo o mundo, provocados pela oposição dos serviços tradicionais de táxi e disputas sobre os direitos trabalhistas. A empresa norte-americana foi forçada a abandonar vários países, incluindo a Dinamarca e a Hungria.

O Ministério dos Transportes da Grécia não divulgou detalhes sobre a legislação, mas a imprensa grega sugere que o ministério planeia forçar os operadores de aplicações a assinar contratos de três anos com motoristas de táxi licenciados e sujeitá-los a regras rígidas.

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