Opinião | Responsabilidade social nas empresas tecnológicas: um dever para com a sociedade

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Quando falamos de responsabilidade social das empresas existe uma área à qual as tecnológicas devem prestar especial atenção. Não apenas porque é uma área importante, mas porque podem e devem dar o seu contributo. Falo, claro, do próximo nível da literacia digital.

Ricardo Parreira - CEO da PHC
Ricardo Parreira – CEO da PHC

Num mundo onde o software entra pelas nossas vidas em todos os pontos de contacto, refiro-me ao nível do conhecimento e competências em programação. Se primeiro se discutiu em Portugal a necessidade de uma literacia básica ao nível de aprender a ler e escrever, seguida das competências informáticas do utilizador, hoje temos um novo desafio.

Necessitamos de preparar a literacia do futuro. Devemos, enquanto país, olhar para este assunto com a maior das prioridades. E devemos, enquanto empresas de tecnologia, ajudar a sociedade a estar melhor preparada. Se temos o know-how nas empresas, temos a obrigação cívica e moral de o fazer. Este é um dos vetores da responsabilidade social que devemos abraçar e no qual se pode assumir uma posição de cidadania empresarial.

Na PHC adotámos esta posição de contribuir para um país melhor preparado e, ao nosso investimento interno na felicidade dos PHCs (como carinhosamente chamamos a quem trabalha na nossa empresa), junta-se o nosso programa ‘PHC Cares’, com diversos tipos de ações ao longo do ano em parceria com instituições sociais.

Já levámos crianças ao Jardim Zoológico, oferecemos prendas a instituições sociais, doações solidárias, entre outras. Mas é na área da literacia digital onde, fruto da nossa área de competência, podemos dar um contributo mais enriquecedor.

O projeto <Junior/Code> é um exemplo disso mesmo, onde ajudamos jovens entre os 13 e os 15 anos a aprender a programar. Desenvolvemos um programa de raiz, com formadores voluntários da PHC e com parceiros institucionais como a Câmara Municipal de Oeiras, de modo a que estes jovens conseguissem, durante quatro dias, desenvolver um videojogo nos escritórios da PHC e dar os seus primeiros passos no campo da programação.

Tarefa difícil, é certo. Mas com um resultado incrível. Não só pela a satisfação de estarmos a partilhar o nosso conhecimento, mas também por vermos a vontade com que os nossos “alunos” mostram dotes promissores de programação e gosto por uma área que será muito importante para o seu futuro pessoal e profissional. Um pequeno contributo que pode mudar a vida destes jovens e fazer a diferença entre um dia “programar ou ser programado”.

Enquanto empresa de tecnologia, tenho a plena consciência que a questão da literacia digital está na nossa espinha dorsal. E estará também na de muitas outras empresas do setor. Sabendo que podemos todos contribuir para um futuro mais tecnológico, as empresas de TI têm a oportunidade histórica de serem agentes desta mudança. Podemos criar mais projetos neste âmbito e fazer de Portugal um país com os melhores programadores do mundo. Vamos aceitar o desafio?