Instituto de Telecomunicações quer nova vida para fibra ótica

Inovação

Dar uma nova vida às fibras óticas de plástico. Este é um dos objetivos do projeto desenvolvido pelo Instituto de Telecomunicações e financiado pela FCT.

Dar uma nova vida às fibras óticas de plástico (POF). Este é um dos objetivos do HiPOF – projeto desenvolvido pelo Instituto de Telecomunicações (IT) e financiado pela FCT. Durante a investigação, a equipa centrou-se no desenvolvimento de novas técnicas de processamento destas fibras, aplicando-as em redes de dados de alguns edifícios e, ainda, em sensores, reduzindo, desta forma e substancialmente, o tempo necessário para as conectar.

Os investigadores do IT desenvolveram, também, uma técnica inovadora que possibilitou a produção de filtros óticos de elevada qualidade, o que permitiu, por sua vez, aumentar consideravelmente a capacidade de transmissão de dados através da paralelização dessa informação. É importante referir, igualmente, que a técnica usada pelos especialistas permitiu melhorar as características técnicas dos sensores óticos.

O projeto HiPOF ganha especial relevância se tivermos em conta que a necessidade de uma maior capacidade de transmissão de dados entre equipamentos informáticos e media – nomeadamente nos equipamentos para os futuros standards de televisão de 8K e para a realidade virtual – obriga a uma preparação específica das infraestruturas de rede dos edifícios e condomínios.

As fibras óticas de plástico (POF) posicionam-se, aqui, como a solução mais adequada para estas redes locais de elevada capacidade. Além destas vantagens, as POF – devido à sua robustez, comparativamente à fibra de sílica – têm, ainda, custos de instalação muito mais reduzidos. A equipa de investigação pretende que, no final do projeto, se consiga atingir um novo record mundial de transmissão de dados nestas fibras.

As fibras óticas de plástico posicionam-se, também, como uma alternativa muito interessante no desenvolvimento de sensores óticos com elevada resolução, para efetuar medições de deformação, temperatura e para analisar elementos químicos.

A imunidade à interferência eletromagnética, a possibilidade de incorporar múltiplos sensores numa única fibra e a resistência mecânica – quando comparada com os sensores de fibra ótica de vidro – são as principais vantagens das POF.