Doutor Finanças sugere formas de aplicar a poupança gerada

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O Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, destaca que numa amostragem de 300 clientes da empresa, que consolidaram créditos nos últimos 6 meses (de julho a dezembro de 2019), a poupança média mensal obtida foi de 233,60€/pessoa, correspondendo a uma redução de cerca de 40% da prestação que tinham anteriormente.

“A consolidação de crédito é uma alternativa para gerar poupança. Normalmente, ao juntarmos todos os créditos num só, conseguimos uma folga financeira que depois será importante saber aplicar da melhor forma. O desafio é sabermos o que fazer com esta nova folga financeira para garantir um maior equilíbrio da nossa saúde financeira. Resumindo, a consolidação resulta numa poupança mensal e o passo a seguir é definir o que podemos fazer com ela”, explica Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças. 

Neste sentido, o Doutor Finanças sugere o que fazer com a poupança gerada a partir da consolidação de créditos:

Reequilibre o orçamento familiar e crie um fundo de emergência

 A maior vantagem em consolidar os créditos é voltar a ter alguma flexibilidade financeira que permita recuperar o equilíbrio das nossas finanças. Este é um bom momento para aproveitar a poupança que conseguimos com a consolidação, de forma a trazer alguma estabilidade para a nossa carteira. O dinheiro que se poupa é essencial para criar um fundo de emergência para eventuais necessidades – despesas de saúde, do carro ou qualquer outro evento inesperado – ou até mesmo para recuperar alguns bens essenciais que se teve de cortar das nossas despesas mensais, como por exemplo o seguro de saúde. Aconselhamos a que se faça um planeamento e a ser consciente no destino deste dinheiro, para evitar uma possível situação de incumprimento.

Amortize, amortize, amortize

Com a folga financeira pode colocar-se uma parte de lado para amortizar o crédito consolidado. Ao fazê-lo, conseguirá livrar-se desta dívida mais rapidamente e diminuir bastante o total de juros pagos. Desta forma, o Doutor Finanças alerta para que se verifique as cláusulas relativas à amortização de cada um dos créditos que se possui, pois, em alguns casos, amortizar um crédito traz custos associados, como por exemplo o pagamento de comissões. 

Invista num seguro de saúde e/ou de vida

Numa situação financeira crítica, o seguro de saúde é quase sempre considerado como uma despesa não fundamental e um dos primeiros a ser eliminado. Contudo, as possíveis consequências da desistência deste tipo de serviço podem revelar-se mais pesadas para a carteira do que se tivesse mantido o serviço apesar das dificuldades. Um imprevisto de saúde que implique o pagamento de uma operação ou de um exame mais caro pode deixar-nos numa situação ainda mais frágil. Assim, pode utilizar a folga financeira da consolidação de créditos para ter um seguro de saúde que o proteja nos imprevistos ou que possa ser utilizado noutros cuidados que possam surgir no futuro. Apostar na saúde não é uma despesa, mas sim um investimento na sua saúde financeira.

Invista em produtos de poupança

Se pretende colocar esta poupança a render, existem alguns produtos onde pode investir o seu dinheiro, tais como: depósitos a prazo, títulos de tesouro, aplicações das seguradoras com capital garantido, entre outros produtos com um grau de risco reduzido. Uma vez que a quantidade de produtos financeiros é abrangente, aconselhamos a que,  antes de aplicar o dinheiro, procure saber o máximo de informação possível e, se necessário, peça ajuda a um especialista. Desta forma assegura que está a realizar um investimento ajustado ao seu caso pessoal, percebendo o tipo de risco que pretende assumir e consequentemente a rentabilidade que pretende atingir.

Realize os seus sonhos

Podemos também poupar dinheiro para concretizar um sonho antigo. Depois de ter as finanças pessoais equilibradas, pondere utilizar parte da poupança para apostar na sua formação ou até mesmo usufruir de alguns prazeres, sejam eles uma viagem, umas férias ou algo que sempre sonhou ter.

 

Após consolidar os créditos e ter escolhido onde investir a sua “nova” folga financeira, é importante ter alguns cuidados para evitar pedir novos financiamentos. Desta forma é essencial que:  

  • Controle as suas despesas – Não olhe para o crédito consolidado como uma oportunidade para gastar, mas sim para poupar mais. Esta é uma oportunidade para equilibrar as suas finanças. Com esta poupança é possível fazer face a imprevistos que possam surgir, sem ter de recorrer a mais crédito. Uma outra grande ajuda, e que nem sempre é valorizada, é planear o orçamento familiar todos os meses. Assim sentirá que tem tudo sob controlo. 
  • Não recorra a mais crédito (inclusive a cartões de crédito) – É muito comum, após a consolidação dos créditos, os cartões de crédito ficarem fora da equação, uma vez que as pessoas não os veem como um crédito propriamente dito. Os cartões de crédito são muitas vezes os que podem levar ao endividamento e a possíveis incumprimentos. Neste caso, não só se incluem apenas os cartões associados aos bancos, mas também cartões de grandes superfícies comerciais que podem ter modalidades de crédito associadas. Desta forma, o Doutor Finanças aconselha a ter sempre muita atenção ao que está a contratar. 

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