Broadcom faz a “melhor e última” oferta pela Qualcomm

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A Broadcom já fez aquela que diz ser a “melhor e última” oferta para a aquisição da Qualcomm. Se a empresa norte-americana aceitar, será a maior aquisição tecnológica de sempre.

121 mil milhões de dólares. É esta a última e “a melhor” oferta que a Broadcom faz para adquirir a fabricante de chips Qualcomm. Se a empresa norte-americana aceitar, será a maior aquisição tecnológica de sempre.

A nova oferta por parte da Broadcom tem o valor total de 82 dólares por ação da Qualcomm, divididos em 60 dólares em dinheiro e os restantes 22 dólares em ações da Broadcom. A primeira oferta em novembro de 2017, tinha o valor de 70 dólares por ação (60 dólares em dinheiro e 10 dólares em ações da Broadcom).

Quando questionada, a Qualcomm anunciou apenas que o conselho de administração estava a avaliar a mais recente oferta e que não iria lançar mais nenhum comentário. As ações da empresa norte-americana desceram 4,3% com os investidores a duvidarem se o negócio irá, de facto, em frente, para além das mais recentes notícias que indicam que a Apple poderá deixar de contar com a Qualcomm em favor da Intel.

A Broadcom é uma empresa sedeada em Singapura que fabrica chips de conectividade que são usados numa grande panóplia de produto, como servidores e dispositivos móveis.

O negócio da Qualcomm tem como um dos focos o licenciamento da sua tecnologia para a distribuição de largura de banda e dados, um negócio que vai ter grandes benefícios quando a tecnologia 5G chegar ao mercado.

Hock Tan, CEO da Broadcom, explicou numa entrevista que a “Qualcomm chegou aqui nos últimos 30 anos com um modelo de negócio dependente do licenciamento de propriedade intelectual que não é, neste dia e nesta altura, sustentável. Podes vender produtos, como a Broadcom faz, com muito sucesso, e gerar um retorno muito bom para os teus acionistas”.

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