Bosch com resultados históricos

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A Bosch anunciou os seus resultados globais relativos a 2017 e prevê continuar a crescer em 2018 apesar do ambiente económico difícil a nível mundial.

A Bosch anunciou os seus resultados globais relativos a 2017 e prevê continuar a crescer em 2018 apesar do ambiente económico difícil a nível mundial. Depois de alcançar resultados recorde em 2017, e considerando os riscos económicos e geopolíticos, o Grupo Bosch espera um crescimento de 2 a 3 por cento nas vendas em 2018. No primeiro trimestre deste ano, a receita de vendas gerada pela empresa aumentou 5 por cento após ajuste aos efeitos da taxa de câmbio.

O CEO da Bosch, Dr. Volkmar Denner, comentou o crescimento na conferência de imprensa anual que se realizou ontem em Renningen. “A combinação de know-how em conectividade, indústria e produto que temos na Bosch é incomparável. Esta é a nossa proposta diferenciadora”.

O responsável máximo coloca a melhoria da qualidade de vida e o contributo para o ambiente e clima no topo da agenda da Bosch: “O nosso ethos ‘Tecnologia para a Vida’ é a motivação para o desenvolvimento das melhores tecnologias para a proteção ambiental. Queremos ajudar a manter as pessoas móveis, enquanto melhoramos a qualidade do ar”. Para tornar as emissões relacionadas com a mobilidade praticamente nulas, a empresa está a fazer grandes investimentos, tanto para tornar a eletromobilidade num sucesso de mercado como para melhorar o motor de combustão.

O ano 2017 foi muito positivo para a Bosch e todas as áreas de negócio contribuíram para esse resultado. A empresa gerou uma receita de vendas de 78,1 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 6,8 por cento, ou 8,4 por cento após o ajuste aos efeitos da taxa de câmbio. O EBIT (ganhos antes das taxas e dos resultados financeiros) das operações alcançou os 5,3 mil milhões de euros, ou seja, 17 por cento acima de 2016.

“Tanto a receita de vendas como os ganhos são os mais altos de sempre na história da nossa empresa. Além disso, o EBIT das operações cresceu ainda mais do que as vendas”, comentou o Prof. Stefan Asenkerschbaumer, CFO e vice-presidente da administração da Bosch. A margem do EBIT das operações atingiu os 6,8 por cento, 0,6 por cento acima do ano anterior. Os gastos com a investigação e desenvolvimento totalizaram 7,3 mil milhões de euros em 2017, mais de 9 por cento do total da receita de vendas.

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