Zuckerberg quer globalizar o acesso à internet

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O Facebook, a Ericsson, a MediaTek, a Nokia, a Opera, a Qualcom e a Samsung querem alargar o acesso à rede a toda a população mundial. O Facebook tem 1150 milhões de utilizadores, isto é, uma em cada sete pessoas no mundo tem uma conta na rede social. As últimas estimativas apontam que 2700 milhões

O Facebook, a Ericsson, a MediaTek, a Nokia, a Opera, a Qualcom e a Samsung querem alargar o acesso à rede a toda a população mundial.

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O Facebook tem 1150 milhões de utilizadores, isto é, uma em cada sete pessoas no mundo tem uma conta na rede social. As últimas estimativas apontam que 2700 milhões de pessoas tenham acesso à internet, o que significa que a maior parte da população mundial está de fora.

Assim sendo, a solução passa por aumentar o acesso. Como? Primeiro, o Facebook quer tornar a troca de dados mais eficiente para, desta maneira, baixar os custos associados ao acesso à internet, através dos telemóveis. Segundo, pretende reduzir a quantidade de dados utilizados pelas aplicações móveis. Terceiro, ajudar as empresas dos países em desenvolvimento a criar modelos de negócio, que facilitem o acesso à rede.

Mais concretamente, o Facebook anunciou um projeto, o Internet.org, em conjunto com seis grandes empresas, ligadas às tecnologias e às telecomunicações (Facebook, Ericsson, MediaTek, Nokia, Opera, Qualcom, Samsung).  Para concretizar as ideias expostas, Mark Zuckerberg escreveu um artigo de dez páginas, no qual defende que o acesso à internet deveria ser um direito humano, afirmando: “Como a Internet é tão fundamental, consideramos que toda a gente deveria ter acesso e estamos a investir uma quantidade significativa da nossa energia e dos nossos recursos para que isto aconteça. O Facebook já investiu mais de mil milhões de dólares para ligar pessoas no mundo em desenvolvimento ao longo dos últimos anos e planeamos fazer mais”.

O idealista é líder de uma empresa cotada em bolsa e não esconde que, por isso, o projeto tem que ser lucrativo para todas as partes envolvidas. “Hoje em dia, o custo global de transmissão de dados é cerca de 100 vezes demasiado caro para que isso [o acesso alargado à Internet] seja economicamente viável”, indica Zuckerberg. “No entanto, com um esforço colectivo, pensamos que é razoável esperar melhorar a eficiência global de transmitir dados em 100 vezes [o mesmo valor] nos próximos 5 a 10 anos”. Por outras palavras, isto significa que as empresas estão dispostas a investor para baixar os custos e, assim, aumentar o mercado.


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