Xiaomi pode não conseguir atingir meta anual de vendas

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As vendas da Xiaomi durante o primeiro semestre, apesar de terem aumentado face a 2014, revelam que a empresa pode não conseguir alcançar o objetivo a que se propôs.

É considerada a startup tecnológica mais valiosa da China e parece que tem mais olhos que barriga. O diretor executivo Lei Jun dissera, no ano passado, que as vendas de smartphones da fabricante chinesa em 2015 deveriam atingir os cem milhões de unidades. No entanto, Lei Jun, algum tempo depois, e apercebendo-se de que talvez esta meta fosse sobremaneira ambiciosa, disse que se previam vendas de 80 milhões a 100 milhões de unidades.

Na primeira metade do ano, a Xiaomi vendeu, de acordo com a própria, 34,7 milhões de smartphones, número que fica amplamente aquém de qualquer uma das projeções adiantadas pelo CEO. Não obstante, representa um crescimento de cerca de 33 por cento face ao mesmo período de 2014. Nesse ano, a Xiaomi vendeu cerca de 61 milhões de smartphones.

A letargia que está a afetar as vendas da Xioami verifica-se numa altura em que os analistas consideram que o mercado chinês de smartphones – outrora um dos mais férteis do mundo e onde a startup ocupa o primeiro lugar – pode estar à beira da saturação. A IDC revelou que, no decorrer do primeiro quartel de 2015, as vendas de smartphones na China caíram pela primeira vez em seis anos. Resta saber se esta queda foi um evento isolado ou se se trata, com efeito, de um prenúncio dos dias do fim da lucratividade deste setor.

Para tentar diminuir a sua dependência do mercado chinês, a Xiaomi tem apostado na expansão internacional das suas operações, e chegou esta semana ao Brasil com um smartphone de gama média a cerca de 160 dólares.


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