WhatsApp vai acabar com subscrição anual

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O serviço de mensagens que o Facebook comprou em 2014 vai deixar cair a subscrição anual que cobrava nalgumas versões da aplicação. O WhatsApp já está perto de mil milhões de utilizadores.

A novidade foi dada pelo cofundador do WhatsApp, Jan Koum, que falou durante a Digital Life Conference, na Alemanha. Koum anunciou que a subscrição de 0,99 euros que estava em vigor para a renovação anual da app vai acabar nas próximas semanas.

“A subscrição anual não funciona bem em muitos países, e simplesmente não queremos que as pessoas pensem que as suas comunicações com o mundo serão canceladas”, disse Koum, citado pelo Wall Street Journal. O pagamento da app era inicialmente feito na hora da instalação para iOS, sendo que no caso do Android esta era gratuita e passava à subscrição no primeiro ano. Depois, o WhatsApp instituiu um pagamento para todos os sistemas operativos, o que não afetou quem já tinha feito a instalação com o modelo anterior. Tudo isto acabou.

Em parte, disse Koum, a decisão justifica-se porque muitas pessoas não têm cartões de crédito para fazer a renovação. Ainda assim, nos últimos dois anos a plataforma mais que duplicou o número de utilizadores: tinha 450 milhões quando foi comprada pelo Facebook e agora está perto de mil milhões.

O WhatsApp irá então começar a testar novas formas de monetização, que passam pela comunicação entre empresas e utilizadores, com o consentimento prévio destes. Koum disse que ainda é cedo para determinar qual será o melhor modelo de negócio, mas é possível que siga as linhas do que o Facebook faz, excluindo a publicidade.

“Temos de pensar que funcionalidades podemos adicionar para que empresas como a American Airlines ou Bank of America possam comunicar com os consumidores de forma eficiente através de uma aplicação como o WhatsApp”, adiantou.

Já há empresas com canais de suporte ou de disseminação de notícias que incentivam os utilizadores a aderirem para que possa receber novidades na aplicação ou pedir ajuda. O problema aqui é a escala: se cada consumidor aderir a uma dezena de serviços, arrisca-se a receber mais mensagens que o desejável. Koum alertou que os filtros anti-spam serão muito rigorosos para evitar situações destas.


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