Web Summit | Lisboa, capital do empreendedorismo

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O início do Web Summit demorou mas chegou. Com 34 minutos de atraso, Paddy Cosgrave finalmente entrou no palco Center Stage do Meo Arena, um rockstar entre os fãs, num palco mais acostumado a concertos.

A casa do Web Summit é Lisboa. Pelo menos durante os próximos dias porque segundo o organizador “há algo único a acontecer em Lisboa e nós estamos felizes por estarmos aqui”, no ecossistema mais criativo da Europa já dizia o vídeo de abertura produzido pelo artista plástico Vhils.

A cidade de Lisboa continuou a ser vangloriada durante toda a sessão de abertura. António Costa afirma-a como a capital do empreendedorismo, já Fernando Medina convidou os 53 mil presentes a fazer de Lisboa o seu futuro.

“Eu não vou dar-vos um pitch por Lisboa, acho que a cidade se vai apresentar a vocês nos próximos dias … a nossa casa é a vossa casa, e espero que sintam bem enquanto cá estão” disse enquanto oferecia a chave da cidade de Lisboa a Cosgrave.

António Costa, tanto em inglês como em português, fez um hino ao empreendedorismo português e quer que todos os participantes da Web Summit se lembrem que Portugal é “um país aberto aos negócios”.

“A troca de ideias sobre estes temas que vai ter lugar aqui em Lisboa durante estes dias contribuirá para reforçar o espírito empreendedor e para melhorar as condições do ambiente para investir e criar empresas em Portugal. Queremos aproveitar o Web Summit não só para afirmar portugal como localização para empreender e investir mas também para desenvolver as nossas próprias politicas públicas de apoio ao empreendedorismo.” disse o primeiro ministro.

Já no final do discurso e de novo em inglês, deixou o desejo para que “no fim desta semana o vosso desejo seja trabalhar e investir em Portugal. Serão sempre bem vindos.”

FAILS da noite de abertura

O primeiro ano do Web Summit contou com cerca de 400 pessoas, este ano são 53 mil os participantes, de mais de 167 países, mas ao que parece cerca de três mil atendees já apanharam o bom costume português, o de chegar atrasado.

“Quando vos pedi para chegarem mais cedo para arranjar lugar ninguém acreditou. Estão três mil pessoas lá fora que não conseguiram chegar a tempo e acompanham o evento em ‘streaming’ através de ecrãs”, disse Paddy Cosgrave, durante a sessão de abertura.

E também ao bom jeito português, a internet não funcionou num momento crucial. O fundador do Web Summit pediu aos milhares de pessoas que enchiam o Meo Arena para partilharem, no Facebook, o livestream do evento. Ligado aos ecrãs gigantes, todos viram o seu telemóvel pessoal a ficar sem internet quando o ia fazer.

O evento terminou de forma emotiva, com o micro pitch da Uniplaces e da Codacy. Cosgrave contou, já com 150 representantes de startups em palco, que só soube que existia em empreendedorismo em Portugal em 2014, quando conheceu o vencedor do pitch da Web Summit, Jaime Jorge da Codacy.

No final, Cosgrave lançou o countdown mas foi Medina e Costa quem deram à chave para começar o primeiro Web Summit em Portugal.