Watson: o supercomputador que quer liderar a inovação

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A tecnologia de computação cognitiva do Watson chega às empresas. Através de ferramentas de analítica, a IBM quer fomentar a produtividade e a agilidade dos processos de negócio e de tomada de decisão. O supercomputador Watson, por muitos conhecido por, em 2011, ter derrotado os seus adversários humanos no concurso televisivo Jeopardy, começou a ser

A tecnologia de computação cognitiva do Watson chega às empresas. Através de ferramentas de analítica, a IBM quer fomentar a produtividade e a agilidade dos processos de negócio e de tomada de decisão.

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O supercomputador Watson, por muitos conhecido por, em 2011, ter derrotado os seus adversários humanos no concurso televisivo Jeopardy, começou a ser criado pela IBM em meados do ano 2005, no âmbito de um projeto de Investigação e Desenvolvimento que visava colocar termo aos problemas relacionados com os grandes volumes de dados que são incessantemente produzidos.

Sendo um computador que aprende e que não é programado, o Watson está envolvido em projetos de investigação na área oncológica, no estudo do genoma humano e na conversão de dados não estruturados em informação útil.

Assim, nasceu a solução Watson Analytics, que mune as empresas de um conjunto de ferramentas de análise que lhes permite transformar as grandes quantidades de dados em inteligência, em informação útil que fortalece os seus negócios e muscula as suas capacidades competitivas.

“O Watson não é apenas uma inovação”, sentenciou António Raposo de Lima, presidente da IBM Portugal. Numa conferência realizada no IBM Client Center Lisboa, o executivo referiu que o Watson é um computador “que comunica com os humanos em termos humanos”, ou seja, não se comporta somente como um tradicional computador que “fala” numa linguagem binária, mas, poderia dizer-se, consegue racionalizar, analisando dados, associando elementos frásicos, e emitindo respostas que não se singem à mera apresentação de um índice de resultados.

Por seu lado, António Pires dos Santos, Business Development Executive da IBM Espanha, Portugal, Grécia e Israel, disse que o computador HAL, do filme 2001: Odisseia no Espaço, do realizador Stanley Kubrick, poderá ser considerado como um prelúdio do Watson: um supercomputador com capacidades de cognição que quase superam as dos seus criadores.

Depois de declarar que estamos na “Era dos Sistemas Cognitivos”, Pires dos Santos afirmou que desde 2011, altura em que o computador se estreou no Jeopardy, a perfomance do Watson foi otimizada em cerca de 2,4 mil por cento, e que o seu tamanho foi reduzido significativamente.

Ajudando-nos a compreender melhor a realidade que nos rodeia, o Watson encima a pirâmide de analytics da IBM.

Ricardo Míguez Del Olmo, gestor do negócio de soluções de analítica para a IBM Espanha, Portugal, Grécia e Israel, disse que o Watson Analytics “é provavelmente a tecnologia analítica mais avançada hoje no mercado”. Desta feita, este leque de ferramentas permite que as empresas extraiam tendências e padrões dos dados que recolhem, podendo relacionar variáveis e potenciar os seus negócios, através de modelos preditivos.

A solução Watson Analytics conta já com mais de 40 mil utilizadores.

As valências do IBM Watson podem ainda servir de combustível para o desenvolvimento de inovadoras soluções. A iniciativa “Powered by Watson” incita a criação de novos programas que beneficiem das potencialidades da computação cognitiva. Exemplos destas aplicações são a Fluid XPS, para a área do retalho e a Way Blazer, para o setor do turismo e da hotelaria.

Também a Wizzio é uma destas aplicações que assenta sobre o Watson. Desenvolvida pela portuguesa Novabase, com o apoio da IBM, a Wizzio é uma solução para a esfera financeira que visa, contou Pedro Gaspar, diretor da unidade LiveBanking da Novabase, aumentar a eficiência e produtividade das equipas de vendas das empresas.

“Estamos no limiar do redesenho das próprias profissões”, declarou António Raposo de Lima, evidenciando a transversalidade das capacidades do IBM Watson.

Consta que uma versão portuguesa do Watson poderá não tardar a chegar. António Pires dos Santos afirmou que em breve poderão surgir novidades acerca deste assunto.


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