UE vai investigar motores de busca dos grandes nomes da Internet

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 A União Europeia vai conduzir uma investigação acerca da forma como empresas como a Google, a Yahoo e a Microsoft apresentam os resultados de pesquisa nos seus motores de busca. Uma vez mais o tópico é a dominância das tecnológicas norte-americanas sobre o universo digital, depois de terem sido expressas preocupações sobre a capacidade de

 A União Europeia vai conduzir uma investigação acerca da forma como empresas como a Google, a Yahoo e a Microsoft apresentam os resultados de pesquisa nos seus motores de busca. Uma vez mais o tópico é a dominância das tecnológicas norte-americanas sobre o universo digital, depois de terem sido expressas preocupações sobre a capacidade de sobrevivência das empresas europeias num meio de intensa competição onde, por vezes, a transparência não abunda.

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O jugo que as tecnológicas norte-americanas têm sobre o mundo online é frequentemente alvo de escrutínio por parte das entidades reguladoras. Suspeitas de condutas monopolistas são também várias vezes disparadas contra a Google e demais congéneres. No entanto, segundo um documento da UE a que a Reuters teve acesso, esta não é uma investigação com o propósito de culpabilizar alguma empresa por práticas anticoncorrenciais, mas sim para compreender o papel destas plataformas no âmbito do projeto do mercado digital único, a ser desenvolvido pela Comissão Europeia.

Este trabalho deverá ter início no próximo ano e incidir sobre a forma como as empresas tecnológicas detentoras de motores de busca estruturam a lista de resultados de pesquisa e que utilização fazem das informações que recolhem.

Citado pela agência noticiosa, Andrus Ansip, vice-presidente da CE, disse que estes planos serão oficialmente divulgados no próximo dia seis de maio.

A motorizar esta investigação estão ainda receios sobre o poder que o Facebook e a Amazon, por exemplo, têm na palma da mão, visto serem empresas que recolhem e possuem volumes colossais de dados de utilizadores.

Esta “investigação compreensiva”, como é caracterizada no documento visto pela Reuters, surge, também, depois dos governos francês e alemão terem exigido a aplicação de regulamentações mais austeras aos grandes titãs da Internet que, aos seus olhos, prejudicam as suas semelhantes europeias.


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