Twitter cria negócio próprio de big data

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A rede social anunciou a separação definitiva de todos os parceiros a que se tem vindo a aliar no setor de big data analytics, com o intuito de lançar o seu próprio negócio. Adquirida, no último ano, a Gnip substituirá empresas como a DataSift ou NTT Data que ficaram surpresas com o anúncio. O Twitter

A rede social anunciou a separação definitiva de todos os parceiros a que se tem vindo a aliar no setor de big data analytics, com o intuito de lançar o seu próprio negócio. Adquirida, no último ano, a Gnip substituirá empresas como a DataSift ou NTT Data que ficaram surpresas com o anúncio.

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O Twitter começou a desenvolver o seu próprio negócio de big data analytics, em maio de 2014, e promete concluir o processo em agosto deste ano para que a empresa possa ser cada vez mais independente. A partir daí, todos os interessados em obter dados recolhidos através da rede social terão de ir diretamente à fonte.

A mudança surge a partir da aquisição da Gnip, dedicada à análise e organização de streamings de dados, cuja tecnologia será aplicada aos dados fragmentados para que os mesmo se tornem em informações organizadas e com sentido. Este anúncio significa ainda que todos os contratos ou acordos celebrados com terceiros no sentido de obter este tipo de serviços serão terminados.

Esta decisão por si só poderia causar alguns problemas entre as empresas associadas ao Twitter mas a polémica chega graças ao modo como a decisão foi anunciada. Empresas como a DataSift e a NTT Data não terão sido avisadas sobre esta mudança e tomaram conhecimento do fim da relação com o Twitter através de uma publicação online.

Nick Halstead, da DataSift, explica, em comunicado, que foram apanhados de surpresa mas que, ao contrário do que tem sido revelado, a empresa não sofrerá com esta decisão. O executivo garante que têm “construído uma plataforma robusta de processamento de big data, que é agnóstica no que diz respeito à fonte, capaz de lidar com milhares de milhões de interações diárias provenientes de outras 20 redes sociais e de notícias” com quem trabalham.

O Facebook é uma das redes mencionada por Halstead, numa tentativa de assegurar que a empresa não precisa do Twitter mas lamentando, ainda assim, o modo como a história se desenrolou. Acrescentou ainda que “o Twitter também demonstrou que não entende as regras básicas do mercado” ao avançar com o seu próprio negócio.

Zach Hoffer-Shall, responsável pelo ecossistema Twitter, explica a decisão com a necessidade de estabelecer uma relação mais próxima com os consumidores. Numa publicação, afirmou que “uma das razões para o Twitter ter adquirido a Gnip foi porque o Twitter acredita que a melhor forma para apoiar a distribuição dos dados do Twitter é através de uma relação direta com os seus clientes de data – as empresas que estão a construir soluções de analítica através dos dados e plataforma” da rede social.


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