Tribunal rejeita proposta de Adobe, Apple, Google e Intel

Negócios

Uma juíza norte-americana rejeitou uma proposta de acordo feita pelos gigantes Adobe, Apple, Google e Intel para acabar com uma ação coletiva movida por trabalhadores da indústria da tecnologia que acusaram as empresas de manter um acordo anti-poaching, no sentido de impedir que uma empresa contrate trabalhadores da outra.   Considerando que as provas contra

Uma juíza norte-americana rejeitou uma proposta de acordo feita pelos gigantes Adobe, Apple, Google e Intel para acabar com uma ação coletiva movida por trabalhadores da indústria da tecnologia que acusaram as empresas de manter um acordo anti-poaching, no sentido de impedir que uma empresa contrate trabalhadores da outra.

Close up of wooden gavel at the computer keyboard

 

Considerando que as provas contra os acusados são demasiado fortes, a juíza Lucy Koh recusou a oferta de 324,5 milhões de dólares feita que foi considerada baixa. Em causa estão seis acordos bilaterais que alegadamente foram feitos para impedir a contratação agressiva de funcionários da empresa rival.

A Reuters afirma que Koh se referiu mesmo a e-mails trocado entre o falecido Steve Jobs e Eric Schmidt da Google onde se detalhava o suposto pacto. Jobs é tido como um dos elos principais deste conluio tendo mesmo sido peça influente no cancelamento do planos da Google em relação a abrir um escritório em Paris pois isso iria levar os donos do motor de busca a recrutar quatro engenheiros da Apple.

Os acordos terão sido estabelecidos entre 2005 e 2007 mas, em 2012, a Google conseguiu contratar um executivo sénior da Apple ao contratar o diretor de integridade de produto Simon Prakash, sendo este um possível indicador de que não existia acordo ou pelo menos já teria sido terminado.

Alguns dos autores da ação estavam na disposição de chegar a acordo para evitar uma sucessão de recursos mas outros estão desejosos de trazer os acusados de volta às negociações embalados pela decisão da juíza que reforça a sua posição. Lucy Koh estabeleceu o valor de 380 milhões de dólares como mínimo para um acordo mas esse valor poderá subir se os funcionários conseguirem provar o impacto negativo que os supostos acordos tiveram nos seus salários


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor