Tim Cook e Casa Branca falam sobre cibersegurança

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O CEO da Apple deverá comparecer na conferência organizada pela Casa Branca para a discussão da cibersegurança. Tim Cook terá de defender a posição tomada pela Apple em relação à encriptação dos dados, que dificulta o trabalho das forças de segurança norte-americanas.  Esta sexta-feira, realiza-se, na Universidade de Stanford, uma conferência organizada pela Casa Branca

O CEO da Apple deverá comparecer na conferência organizada pela Casa Branca para a discussão da cibersegurança. Tim Cook terá de defender a posição tomada pela Apple em relação à encriptação dos dados, que dificulta o trabalho das forças de segurança norte-americanas. 

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Esta sexta-feira, realiza-se, na Universidade de Stanford, uma conferência organizada pela Casa Branca e que visa abordar o tema da cibersegurança. De acordo com o The Hill, jornal especialista em assuntos governamentais norte-americanos, Tim Cook estará presente para debater a questão.

Nesta conferência, estarão presentes executivos de empresas tecnológicas, investigadores e académicos e oficiais dos diferentes ramos do governo. A Casa Branca deverá revelar quais os próximos passos no combate à pirataria informática e aos ataques, especialmente aqueles realizados por grupos terroristas.

Um dos principais objetivos passa pela exploração de caminhos possíveis para a colaboração entre o governo e o setor privado que detém a tecnologia. É nesta discussão que surge Tim Cook que terá de defender as opções tomadas pela Apple relativamente aos sistemas de segurança presentes nos dispositivos.

A encriptação dos dados que as empresas privadas de tecnologia têm vindo a implementar levaram a uma mudança no paradigma das forças de segurança que se vêem privadas de informações que anteriormente eram de fácil acesso. A Apple é uma destas empresas, cuja encriptação ultrapassa até o poder de um mandato judicial.

As agências de segurança norte-americanas afirmam que esta situação é favorável a grupos terroristas e a outras organizações criminosas já que torna impossível rastrear as comunicações ou dados, impedindo a investigação por parte de entidades como o FBI.

Por outro lado, este endurecimento da encriptação é também favorável ao cidadão comum que tem, assim, a garantia de que as suas informações privadas são, de facto, confidenciais, pondo fim a uma época em que a privacidade dos utilizadores era, muitas vezes, violada.


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