Testes de software: mais vale prevenir do que remediar! [Actualizado]

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Coimbra recebeu o “Win 2014 Breakfast”, um evento organizado pela WinTrust, em parceria com a HP, e que decorreu nas instalações do Grupo MRG. A questão “Qual é o impacto dos problemas de software na condução do negócio?” serviu de mote às intervenções dos oradores e ao debate de ideias com os convidados. A primeira

Coimbra recebeu o “Win 2014 Breakfast”, um evento organizado pela WinTrust, em parceria com a HP, e que decorreu nas instalações do Grupo MRG. A questão “Qual é o impacto dos problemas de software na condução do negócio?” serviu de mote às intervenções dos oradores e ao debate de ideias com os convidados.

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A primeira intervenção do evento esteve a cargo de Filipe Carlos, Presidente do PSTQB (a Associação Portuguesa de Testes de Software), que começou por alertar para o actual aumento da vulnerabilidade dos sistemas que ocorre devido ao facto de existir uma panóplia de componentes que são fornecidos por entidades diferentes, algo que torna a integração muito complexa. Assim, segundo o executivo, é necessário avaliar e mitigar os riscos para evitar problemas, sendo que essa avaliação deve ser feita através de testes. Para tal, deve recorrer-se a uma equipa independente que seja capaz de fazer uma análise end-to-end.

De seguida, foram apresentados dois casos de sucesso no mercado português: TAP e Espírito Santo Informática. Para se ter uma noção da complexidade do tema em discussão, basta referir que o simples facto de se reservar um bilhete na TAP activa 65 sistemas de informação. Como o projecto que decorreu na companhia área nacional apresentou resultados muito positivos, a Swissair está agora seguir-lhe o exemplo.

A finalizar a sua intervenção, Filipe Carlos partilhou aqueles que considera serem os factores essenciais para garantir o conhecimento para o sucesso nesta área do software: contratar especialistas ou ter uma equipa interna que esteja a par das tendências.

Para dar a conhecer as problemáticas tipicamente experenciadas pelo cliente final, o evento contou, a seguir, com uma intervenção de Rodolfo Gouveia, Administrador do Grupo MRG, empresa que trabalha na área da construção e que tem vindo a seguir um processo de internacionalização. E os exemplos foram muitos e variados, desde falhas nas cópias de segurança e dúvidas sobre a fiabilidade dessas mesmas cópias até erros na implementação de novos softwares, passando pelas falhas de comunicação entre sistemas e a obtenção de informação díspar sobre o mesmo assunto. Ou seja, resultado final, o sistema acabou por ser um bloqueador da internacionalização da empresa. Para Rodolfo Gouveia, a conclusão é inequívoca: o custo das falhas em sistemas críticos é quantificável e o custo final para o Grupo MRG seria bem inferior se tivessem sido implementados os testes em vez de ter de suportar as consequências dessas falhas.

Houve ainda espaço para o tradicional espaço de perguntas e respostas no final, moderado por Pedro Oliveira, Director da Exame Informática, com os convidados a terem oportunidade de esclarecer as suas dúvidas. Entre os tópicos abordados nesta fase, destaque para a opinião de Filipe Carlos de que o problema mais comum nas empresas nacionais é a falta de método na abordagem ao teste de software, salientando que uma abordagem profissional permite uma aferição e redução muito mais eficaz dos riscos. Outro ponto abordado foi a utilização de software open source, com Filipe Carlos a referir que tal pode ser uma boa solução para questões específicas, mas que, no fundo, consiste numa série de peças que não integram entre elas. Assim, o executivo deu o exemplo de uma suite da HP como uma solução completa e integrada, que fornece uma monitorização em tempo real num dashboard próprio.

Aproveitando a presença de Rodrigo Ferreira, Software Sales Specialist da HP, no evento, a B!T quis saber que sectores do tecido empresarial português estão mais alertas para estes problemas que podem acarretar graves prejuízos a nível financeiro e de imagem. “A banca e os serviços financeiros têm muito cuidado, pois têm noção que não podem ter downtimes”, revela o executivo. “Sentimos também alguma preocupação nas telecomunicações, que têm sites com muita informação e estão num mercado muito concorrencial, e depois há sectores emergentes, como o comércio electrónico e empresas portuguesas fornecedoras de aplicações, que começam a ter uma preocupação com a qualidade daquilo que entregam à partida”, acrescenta.

Uma nota final para destacar que este evento decorreu em Coimbra, mas que será igualmente realizado em Braga, a 22 de Abril, e em Évora, a 8 de Maio – uma prática pouco habitual num país que costuma centralizar os eventos em Lisboa e Porto. Rodrigo Ferreira, da HP, explica que “há um tecido empresarial muito grande (com uma dimensão diferente, é verdade) nestas regiões e que acabam por ter a mesma problemática das outras empresas”, além de que estas iniciativas servem igualmente para se ter um contacto mais próximo com os clientes.

 


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