Tesla prepara despedimentos na China

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A fabricante de automóveis elétricos confirmou a decisão de despedir funcionários, na China, depois de resultados que desiludiram, em janeiro. Apesar de o CEO da Tesla ter apresentado uma nova estratégia para conquistar este mercado, o resultado é ainda insuficiente. Aquando da apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2014 da Tesla, havia já ficado

A fabricante de automóveis elétricos confirmou a decisão de despedir funcionários, na China, depois de resultados que desiludiram, em janeiro. Apesar de o CEO da Tesla ter apresentado uma nova estratégia para conquistar este mercado, o resultado é ainda insuficiente.

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Aquando da apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2014 da Tesla, havia já ficado patente que os valores não correspondiam ao esperado e que registavam, inclusivamente, uma quebra de 13 por cento. Na altura, Elon Musk negou que o mercado chinês tivesse influenciado os números globais da empresa mas fez questão de apresentar uma nova estratégia para lidar com a falta de sucesso na China.

No entanto, o movimento pioneiro que implicava a instalação gratuita de carregadores de energia nas casas dos clientes, ainda antes de os veículos adquiridos serem entregues, não resultou como previsto. O jornal chinês Economic Observer avançou que a Tesla iria proceder a cortes de cerca de 30 por cento no quadro de trabalhadores mas ainda sem confirmação. Esta chega apenas pela mão da Bloomberg, a quem Gary Tao, representante local da marca, afirmou que a empresa iria, de facto, sofrer uma reestruturação.

De acordo com Tao, o objetivo é adequar a estrutura da empresa ao mercado chinês e garantiu que “a equipa mantém-se estável e forte”. Ainda assim, serão realizados despedimentos, situação que vem no seguimento das mudanças nos cargos de chefia que já se têm vindo a verificar desde o início do ano.

Na raiz do problema estará, então, as vendas dececionantes, devido, em grande parte, à falta de familiaridade dos consumidores chineses relativamente aos automóveis elétricos e às preocupações no que diz respeito ao carregamento, apesar da Tesla ter encontrado uma solução para essa questão.

Desde o ano passado, a Tesla abriu nove lojas no país e, caso se verifiquem as informações avançadas pelo Economic Observer, os setores mais afetados incluem marketing, relações públicas e cargos administrativos.


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