Tendências das soluções de cibersegurança para 2015

Segurança

Uma investigação da Atos revelou que a segurança cibernética em 2015 tende para o desenvolvimento de soluções de previsão de riscos e de deteção de atividade fora do normal nas redes. Muitas destas tecnologias são potenciadas por Big Data e por ferramentas de analítica que o operacionalizam. A Atos aponta que os indivíduos continuarão a

Uma investigação da Atos revelou que a segurança cibernética em 2015 tende para o desenvolvimento de soluções de previsão de riscos e de deteção de atividade fora do normal nas redes. Muitas destas tecnologias são potenciadas por Big Data e por ferramentas de analítica que o operacionalizam.

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A Atos aponta que os indivíduos continuarão a ser o alvo predileto dos ciberataques, pelo que a formação e consciencialização acerca dos perigos adquire uma extrema importância. A empresa acredita que “uma boa campanha de sensibilização poderá reduzir em 80% os riscos de ataques”, segundo fontes oficiais. A negligência quanto à proteção dos terminais aumenta exponencialmente a exposição a ameaças.

Muitos dos casos de fuga de informação ou de quebras de segurança estão relacionados com más práticas de gestão. Assim, é imperativo que as organizações adotem ferramentas, como a prevenção de fugas e a devida gestão de direitos digitais, que lhes permitam adquirir uma maior visibilidade sobre os seus ativos digitais e sobre a forma como estes são utilizados.

A segurança industrial é uma das áreas que está a ganhar destaque em matéria de proteção informática. Com a crescente convergência das redes industriais e das Tecnologias de Informação, torna-se cada vez mais premente a implementação de soluções que satisfaçam os parâmetros de segurança hoje exigidos pela era da conetividade. “As empresas que gerem infraestruturas críticas começam a estar conscientes destas novas ameaças, que vão desde a sabotagem, à manipulação de informação de controlo e à fraude”, diz a Atos em comunicado.

As ameaças chamadas zero day estão também a crescer, numa altura em que cada vez mais o cibercrime é visto como um serviço prestado por organizações de intenções duvidosas que colocam ao dispor de todos – por um preço – as suas habilidades ciberneticamente obscuras. As botnets são também cada vez mais uma tendência e são utilizadas para desencadear ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS).

A Atos revelou que o papel preponderante que os dispositivos móveis têm vindo a adquirir nas nossas vidas – na medida em que, por vezes, atuam como verdadeiras extensões de nós próprios – leva a que estes se tornem alvos apetecíveis aos olhos dos criminosos informáticos. A proteção dos smartphones, por exemplo, é arremessada para segundo plano, o que abre uma multiplicidade de portas para que software malicioso rasteje até ao nosso bolso e possa aceder a informações privadas.

As campanhas de ciberespionagem e ataques direcionados crescem em número e em grau de sofisticação. Investidas contra alvos específicos com objetivos particulares são cada vez mais frequentes, atingindo organizações industriais e departamentos governamentais, que estão a apostar mais fortemente na adoção de soluções preventivas, que lhes permitam antever e proteger-se contra ataques que podem incapacitar as suas redes e extrair informações críticas.

Para evitar os efeitos irrevogavelmente catastróficos dos ciberataques, as empresas têm de se assegurar que a informação “está suficientemente distribuída, fragmentada e protegida com diferentes níveis e segurança, no sentido de impedir o acesso aos agressores e atrasar a reestruturação de informação”, explica a Atos.

Esta são alguns dos aspetos sobre os quais versarão as soluções de ciberproteção em 2015, procurando atenuar as arestas mal limadas que podem abrir caminho para os criminosos do mundo digital.


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