Telefónica obrigada a abrir mão da Telecom Italia

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A Telecom Italia conseguiu, por fim, libertar-se do jugo da sua maior acionista, a titã do setor espanhol das telecomunicações Telefónica, que, mediante a decisão da autoridade reguladora de antitrust do Brasil, foi obrigada a renunciar à sua participação na operadora italiana. Marco Patuano, diretor executivo da Telecom Italia, afirmou ontem, aquando de uma conferência

A Telecom Italia conseguiu, por fim, libertar-se do jugo da sua maior acionista, a titã do setor espanhol das telecomunicações Telefónica, que, mediante a decisão da autoridade reguladora de antitrust do Brasil, foi obrigada a renunciar à sua participação na operadora italiana.

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Marco Patuano, diretor executivo da Telecom Italia, afirmou ontem, aquando de uma conferência na capital federal brasileira, Brasília, que a empresa milanesa beneficiaria muito mais de uma estratégia cujos cordéis não fossem puxados por qualquer um dos acionistas.

Em dezembro, um decreto antitrust brasileiro colocou em causa a influência da Telefónica, que é a maior fornecedora de serviços wireless no Brasil, na Telecom Italia. Desde então, a espanhola tem tentado, inconformada, acomodar a decisão.

De acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Económica (CADE), a Telefónica teve que abdicar de parte da sua participação na operadora italiana. Contudo, insatisfeita, a autoridade brasileira de antitrust dissera, quase de seguida, que a Telefónica teria de abrir mão da restante participação que tinha na Telecom Italia se quisesse conservar o controlo sobre a sua própria unidade Vivo, a maior empresa mobile no Brasil, formada pela Portugal Telecom e pela Telefónica, detida totalmente desde 2013 pela operadora espanhola.

O CADE dissera que até maio (de 2014) a Telefónica teria de aquiescer à decisão. No entanto, a empresa espanhola tem estado a contestar este decreto num tribunal brasileiro.

Um dos maiores atores da cena global das telecomunicações, a Telefónica, liderada por César Alierta, vendeu, no início deste mês, 750 milhões de euros em obrigações, que podem posteriormente convertidas em ações da Telecom Italia, reduzindo, assim, a sua participação na empresa de Marco Patuano e, aparentemente, segundo o ministro brasileiro para as comunicações Paulo Bernardo, conformando-se com o que fora exigido pelo CADE.


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