Tecnológica Bidalgo prospera ao lado do Facebook

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A startup israelita Bidalgo é parte do sucesso da maior rede social do mundo, que, mesmo sendo um serviço gratuito, arrecada milhares de milhões de dólares por ano. Mas as coisas não correm bem apenas para o Facebook. Segundo a agência Reuters, a Bidalgo espera cerca de 100 milhões de dólares em vendas para 2015.

A Bidalgo oferece ao Facebook um serviço de publicidade automatizada de qualidade e, em troca, recebe milhões de dólares em anúncios para aplicações e produtos na rede social. A empresa israelita prevê triplicar as vendas este ano, muito fruto da sua nova tecnologia para automatizar o processo de fazer vídeos publicitários personalizados no meio online.

Em declarações à Reuters, Peleg Israeli, diretor-geral das operações em Israel da Bidalgo, disse que o Facebook se está a tornar líder no mercado de vídeo, à medida que os utilizadores preferem ver anúncios em vídeo em vez de imagens estáticas.

E a Bidalgo tem o trunfo certo para ajudar a rede social nesta conquista – a tecnologia ADaptation. Este programa permite fazer várias versões de um só vídeo, de acordo com a audiência a que se dirige. Como explica a Reuters, o público alemão pode ver uma bandeira alemã num vídeo, ao passo que os utilizadores franceses têm acesso ao mesmo vídeo mas com a bandeira do seu país.

Israeli afirmou que os vídeos automatizados vão dar uma vantagem ao Facebook sobre o Youtube, da Google, uma vez que o serviço da Bidalgo chega aos utilizadores de uma forma “mais precisa”.

A Bidalgo foi fundada em 2010, e, segundo declaração de Niv Yemini ao The Times of Israel, CTO da empresa, é lucrativa “desde o primeiro dia”. Atualmente, a companhia, sediada em Ramat Gan, conta com 40 empregados.

Com o Facebook a receber cerca de 4 mil milhões de visualizações por dia em vídeos, sendo 75 por cento em dispositivos móveis, a aposta no mercado de publicidade móvel torna-se indispensável. Em 2016, espera-se que este mercado ultrapasse os 100 mil milhões de dólares, mais 430 por cento do que em 2013, de acordo com a empresa de estudos de mercado eMarketer, consultada pela Reuters.


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