Startup holandesa assina com jornais norte-americanos

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A Blendle oferece aos leitores de jornais online a possibilidade de visualizarem determinados artigos por um preço reduzido, eliminando a obrigatoriedade de uma subscrição global para ter acesso somente ao pequeno grupo de notícias que interessam a cada utilizador. Os jornais New York Times, Wall Street Journal e Washington Post também constam, agora, da lista

A Blendle oferece aos leitores de jornais online a possibilidade de visualizarem determinados artigos por um preço reduzido, eliminando a obrigatoriedade de uma subscrição global para ter acesso somente ao pequeno grupo de notícias que interessam a cada utilizador. Os jornais New York Times, Wall Street Journal e Washington Post também constam, agora, da lista disponível.

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O modo como é consumida informação tem vindo a acompanhar as tendências tecnológicas, com a transição acentuada de leitores do tradicional formato em papel para formatos digitais onde as notícias são, muitas vezes, gratuitas. No entanto, para que os grupos de comunicação social consigam sobreviver na esfera digital, estão a ser testados modelos de subscrição que permitem ao leitor o acesso a artigos exclusivos.

O problema com este tipo de pagamento prende-se, muitas vezes, com a disponibilização desnecessária de conteúdos que não interessam ao utilizador mas que, como fazem parte do pacote premium, ficam abertos para visualização. Isto significa que o leitor poderá estar a pagar um valor mais elevado do que seria preciso para aceder, por exemplo, a apenas um artigo exclusivo. A Blendle, startup holandesa, quer resolver este problema com um serviço que disponibiliza artigos individuais por um preço mais baixo.

Quem se registar nesta plataforma terá de indicar o número de um cartão de crédito a partir do qual será descontado um valor sempre que o utilizador clicar num artigo que deseja ler. O valor médio por notícia ou reportagem é de 20 cêntimos mas será cobrado apenas se o leitor gostar do conteúdo. Caso não goste e reporte o seu comentário negativo relativamente ao mesmo, deverá ser reembolsado.

Devido às suas características únicas e que parecem resolver um problema patente no mercado da comunicação social, a startup tem tido bastante sucesso na Holanda e Bélgica onde conseguiu firmar acordos com os principais jornais e revistas. Contudo, o alcance da Blendle parecia limitado graças à restrição a estes idiomas mas um contrato com três dos maiores jornais norte-americanos vem modificar a escalabilidade da plataforma.

New York Times, Wall Street Journal e Washington Post são os primeiros jornais de língua inglesa a figurar no catálogo da Blendle. O acordo poderá ter partido do New York Times, já que este jornal é um dos investidores da startup holandesa, tendo já contribuído com um financiamento de três milhões de euros em conjunto com Axel Springer, executivo alemão da área de publicações.

Este modelo que promove pagamentos muito reduzidos está disponível, por agora, apenas para os utilizadores holandeses da plataforma, que já deverão ascender aos 200 mil. Mas a Blendle poderá ultrapassar as fronteiras do seu país tendo anunciado a intenção de expandir o serviço internacionalmente, nomeadamente para França e Alemanha.


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