Sprint desiste de aquisição da T-Mobile

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A norte-americana Sprint deixou cair por terra as suas intenções para adquirir a T-Mobile, a quarta maior operadora norte-americana, depois de as autoridades reguladoras não terem mostrado o mínimo indício de quererem aliviar as pressões e resistências com que têm vindo a fustigar o negócio. A desistência, revelada por uma fonte próxima do assunto, fez

A norte-americana Sprint deixou cair por terra as suas intenções para adquirir a T-Mobile, a quarta maior operadora norte-americana, depois de as autoridades reguladoras não terem mostrado o mínimo indício de quererem aliviar as pressões e resistências com que têm vindo a fustigar o negócio.

t-mobile sprint

A desistência, revelada por uma fonte próxima do assunto, fez com que fossem por água abaixo os planos da SoftBank, japonesa proprietária da Sprint, para enfrentar as suas rivais e gigantes norte-americanas da esfera das telecomunicações AT&T e Verizon.

A Sprint e a T-Mobile não descartaram, contudo, a possibilidade de um futura fusão. No entanto, evidenciou-se-lhes como altamente improvável um negócio destes receber, pelo menos por agora, a aprovação dos reguladores. Segundo consta, os reguladores  norte-americanos não querem reduzir a base de quatro grandes operadoras wireless, o que aconteceria se a T-Mobile se fundisse com a Sprint.

Um executivo da SoftBank confessou que a empresa não esperava que as entidades reguladores fossem tão intransigentes e que lançassem sobre o negócio tantos obstáculos e resistências.

Não obstante, os despojos de uns são a oportunidade de outros.

A Iliad, empresa francesa de telecomunicações que havia também apresentado a sua proposta para comprar a T-Mobile – embora o valor sugerido tivesse sido inferior ao da Sprint – tem agora o caminho desimpedido para ferrar as presas operadora alemã.

No encalço do mau êxito da aquisição, a Sprint apontou como novo diretor executivo Marcelo Claure, que fundara a distribuidora de telemóveis Brightstar, adquirida em 2013 pela SoftBank.

Claure juntara-se ao Conselho Administrativo da Sprint no passado mês de janeiro e vai agora substituir Dan Hesse que ocupa desde 2007 a cadeira de CEO da operadora.

Hesse esteve no comando de uma estratégia de modernização da network da Sprint, mas a iniciativa não surtiu os resultados alvejados, levando mesmo a que a empresa perdesse inúmeros subscritores.


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