Sony prevê grande crescimento do negócio de sensores

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A Sony estima que as vendas dos seus sensores cresça cerca de 20 por cento ao longo deste ano fiscal. A projeção deve-se a uma forte procura por parte da Apple e a esforços para diversificar a sua base de clientes. Até ao dia 31 de março do próximo ano, o negócio de sensores da

A Sony estima que as vendas dos seus sensores cresça cerca de 20 por cento ao longo deste ano fiscal. A projeção deve-se a uma forte procura por parte da Apple e a esforços para diversificar a sua base de clientes.

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Até ao dia 31 de março do próximo ano, o negócio de sensores da Sony, segundo o seu líder Tomoyuki Suzuki, deverá crescer entre os 804 milhões e os quatro mil milhões de dólares.

Esta subida, segundo informações da Reuters, seria ligeiramente menor do que o crescimento de 40 por cento conseguido no período anterior. Contudo, Suzuki disse que a procura é tanta que a Sony tem tido dificuldades em dar-lhe vazão, o que evidencia o fortalecimento de um segmento de negócio que desempenha um papel crucial da estratégia de recuperação da empresa.

Nos últimos anos, e a par do enfraquecimento das unidades de TV e dispositivos móveis, a divisão de sensores da Sony tem vindo a ganhar peso, fornecendo estes componentes para os dispositivos das rivais Apple e Samsung. Tendo perdido a corrida dos smartphones para estes dois concorrentes, a Sony não se deixou abater e colocou em prática a velha expressão “se não consegues vencê-los, junta-te a eles”.

Não obstante, a tecnológica japonesa tem procurado avolumar e diversificar a sua base de clientes, atenuando a sua forte dependência do contrato de fornecimento de sensores que tem com a Apple.

Este ano, a Sony já cortou mais de 150 mil postos de trabalho, abandonou o negócio dos PC e alienou a sua unidade de TV. Esta reorganização deverá permitir à empresa regressar á mó de cima, depois de anos de perda de dinheiro.

No fim de janeiro, a Sony anunciou que encerraria todas as suas 14 lojas no Canadá, despedindo cerca de 90 colaboradores, um passo que se alinhou com a sua estratégia de redução de despesas. Esta abordagem, motorizada pelo CEO Kazuo Hirai, tem sido abertamente criticada pelos investidores da Sony, que acusam o executivo de despender as suas forças na mitigação de custos e deixar de lado o valor da inovação tecnológica, que tem acompanhado a empresa desde sempre e que tem sido um dos grandes focos de atuação dos seus antecessores.


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