Sony prepara-se para nova reestruturação

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Os tempos não estão fáceis para a Sony. A empresa voltou a apresentar prejuízos nos seus resultados anuais e rapidamente anunciou que fará uma nova reestruturação este ano, de forma a cortar custos e a alienar algumas áreas de negócios onde não consegue ser lucrativa. O gigante nipónico já gastou mais de 1,5 mil milhões

Os tempos não estão fáceis para a Sony. A empresa voltou a apresentar prejuízos nos seus resultados anuais e rapidamente anunciou que fará uma nova reestruturação este ano, de forma a cortar custos e a alienar algumas áreas de negócios onde não consegue ser lucrativa.

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O gigante nipónico já gastou mais de 1,5 mil milhões de dólares no ano passado numa reestruturação e agora deve investir mais 1,3 mil milhões na reestruturação deste ano, sendo que já vendeu as suas divisões relativas a discos de armazenamento e a PCs Vaio.

Kenichiro Yoshida, CFO da Sony, anunciou publicamente que este será um ano difícil, mas que servirá para pôr fim ao ciclo de reestruturações da empresa. Esta afirmação parece ter tido o condão de acalmar o mercado, já que os analistas começavam a questionar o facto da liderança de Kazuo Hirai, CEO da companhia, não ter sido capaz de colocar a Sony numa rota de sucesso.

O otimismo dos analistas está intimamente relacionado com a reputação de Kenichiro Yoshida, que chegou à Sony no final do ano passado, proveniente da So-net, uma empresa de serviços de Internet que alcançou margens lucrativas debaixo da sua liderança. Contratado como Chief Strategy Officer em Dezembro, o responsável assumiu também a pasta financeira em Abril.

A previsão de Kenichiro Yoshida é que a divisão de eletrónica da Sony regresse aos lucros este ano, o que seria a primeira vez que tal aconteceria em quatro anos. Refira-se que esta divisão já não conta com o negócio da televisão, um segmento que dava prejuízo à empresa e que passará a ser uma unidade independente este ano. Além disso, o executivo pretende reduzir a volatilidade do negócio da eletrónica através da promoção, por exemplo, de contratos de smartphones com clientes corporativos.

A pressão para a Sony é ainda maior devido ao facto de um concorrente como a Panasonic ter conseguido dar a volta ao seu negócio, através de uma estratégia que privilegia os produtos industriais e os clientes corporativos em detrimento dos consumidores.


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