Solar Impulse 2 deve permanecer no Havaí por cerca de nove meses

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Um avião movido a energia solar que completou a metade de uma tentativa de circundar o globo terrestre deverá ficar parado durante nove meses no estado do Havaí (EUA). Isso por conta de um dano nas baterias, sofrido durante o voo recorde de 118 horas até Oahu, no Japão, informou a equipe do projeto em

Um avião movido a energia solar que completou a metade de uma tentativa de circundar o globo terrestre deverá ficar parado durante nove meses no estado do Havaí (EUA).

Isso por conta de um dano nas baterias, sofrido durante o voo recorde de 118 horas até Oahu, no Japão, informou a equipe do projeto em comunicado oficial, emitido na última semana.

A aeronave, um prototipo experimental para apenas um passageiro, não deve realizar a próxima etapa de sua jornada – um voo de quatro dias e quatro noites até Phoenix, no estado do Arizona – até o final de abril ou começo de maio de 2016, sde acordo com as informações.

A equipe ressaltou que é preciso tempo adicional para consertar as quatro baterias do avião, que armazenam energia do sol durante o dia para manter a aeronave funcionando de noite, o que lhe permite planar o dia todo em voos de distâncias extremamente longas.

Por causa dos reparos e também de testes que necessários par atestar a segurança e a eficiência do aparelho, a próxima oportunidade para finalizar a travessia acontecerá na próxima primavera do Hemisfério Norte, levando em conta as condições climáticas de temperatura e vento e também as horas suficientes de luz para o trajeto.

As baterias ficaram superaquecidas durante a ascensão inicial da aeronave, logo após a decolagem de Nagoya, no Japão, em 29 de junho, a caminho do Havaí. Essa foi a oitava e mais desafiadora etapa da navegação, segundo os responsáveis pela missão.

Ainda assim, a equipe liderada pelo aviador suíço Andre Borschberg completou com sucesso a etapa entre o Japão e o Havaí, pousando perto de Honolulu no dia 3 de julho, após longos cinco dias e cinco noites, ou seja, 117 horas e 52 minutos ininterruptos no ar.

*Amauri Vargas é jornalista da BIT no Brasil


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