Sob o mote da “datability”

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A CeBIT já abriu as portas em Hannover, Alemanha. Este ano com o lema “datability”, no sentido de tecnologias que permitem uma gestão sustentável e responsável e a utilização em tempo real de big data. O evento decorre até a próxima sexta-feira. O tema “Datability, em todas as suas formas, vai estar embutido em todos

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A CeBIT já abriu as portas em Hannover, Alemanha. Este ano com o lema “datability”, no sentido de tecnologias que permitem uma gestão sustentável e responsável e a utilização em tempo real de big data. O evento decorre até a próxima sexta-feira.

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O tema “Datability, em todas as suas formas, vai estar embutido em todos os aspetos da feira. Muitas empresas vão apresentar soluções de Big Data que vão gerar grandes ganhos de eficiência para as empresas”, disse Marius Felzmann, vice-presidente da CeBIT. Este responsável afiança que a CeBIT vai desempenhar um papel fundamental em chamar a atenção do mundo dos negócios para as grandes oportunidades oferecidas pelas aplicações de big data em áreas fundamentais como a saúde, o setor de energia e da indústria automóvel.

Aliás, para este tema estão previstos vários fóruns, conferências, palestras e eventos, com prestigiados oradores a darem a “cara” nas Conferências Globais da CeBIT. É o caso de Jamie Shea, subsecretário geral adjunto da NATO para os desafios emergentes de segurança, e Neelie Kroes, comissária da UE para a agenda digital. De resto, é a primeira vez que a Organização do Tratado do Atlântico Norte destaca alguém para esta conferência. O representante da NATO irá falar sobre “confiança e segurança”, nomeadamente das novas possíveis ciber-ameaças, até porque este responsável garante que as forças armadas já não têm o monopólio de manter longe novos ataques pelo que há que cooperar mais com as organizações civis.

Neelie Kroes fala precisamente esta manhã sobre ciberseguança e da confiança que os utilizadores têm atualmente nas novas tecnologias. Esta iniciativa política da UE tem por objetivo criar um mercado digital europeu até 2020, centrado em redes de alta velocidade e aplicações interativas. Kroes aposta, entre outras coisas, no desenvolvimento de selos de qualidade para a proteção de dados e uma lei que obrigue todas as empresas com atividade na Europa a reportar quando os dados seus forem roubados.

A CeBIT apresenta-se este ano com novo visual e uma forte participação internacional assim como mais expositores do que no ano passado. “O mercado internacional das TI global deu um claro sinal positivo por nos termos focado 100% no B2B”, disse Oliver Frese, membro da direção da Meutsche Messe. O evento, cujo país parceiro oficial é a Grã-Bretanha, terá este ano cerca de 55% de participação estrangeira. Ou seja, mais de metade dos expositores são empresas fora da Alemanha.

Também o “contingente” de jovens empresas será maior e mais internacional do que o ano passado. Mais de 300 start-ups de 17 nações estarão representadas na CeBIT 2014 – um número recorde. O ano passado, a CeBIT contou com mais de quatro mil expositores oriundos de 70 países, 285 mil visitantes de mais de 120 países, sendo que 16% de visitantes do exterior. Do total dos visitantes, 70% tinham responsabilidade de investimento. A ver o que os números deste ano reservam.


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