Serviços de televisão paga em máximos de cinco anos

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Os serviços de televisão por subscrição cresceram em 2015 para 3,52 milhões de utilizadores, o que significa uma subida de 5% face ao ano anterior e um ritmo acima da média dos últimos cinco anos – 4,6%. Este foi o ano da chegada do Netflix e do Nplay da NOS, mas só a Vodafone aumentou a quota de mercado.

Segundos os dados divulgados hoje pela Anacom – Autoridade Nacional de Comunicações – a taxa de penetração do serviço de televisão por subscrição situava-se nos 86,6 assinantes por cada 100 famílias clássicas no final de 2015, mais 4,1 pontos percentuais do que em 2014. O total de receitas proveniente do serviço de TV por subscrição individual e de pacotes que incluem este serviço atingiu os 1,662 mil milhões de euros.

A maior fatia foi para o grupo Nos, que continua a ser o principal operador do serviço e regista uma quota de assinantes de 43,8%. Segue-se a Meo, que no final de 2015 tinha 40,7%, e em terceiro está a Vodafone, com 10,2%. Esta foi a única operadora que aumentou a quota de assinantes, diz a Anacom, com uma subida de 2,7 pontos percentuais; foi também o prestador de serviço que captou mais novos assinantes em termos líquidos. O top fecha com a Cabovisão, que tem agora 5,1% do mercado.

“Durante o ano de 2015, foram lançados em Portugal alguns dos mais importantes serviços over-the-top, como foi o caso do Netflix em outubro”, indica a Anacom, referindo que o serviço foi integrado nalgumas ofertas em pacote. Antes disso, em setembro, a NOS já tinha lançado o Nplay.

“O aumento das ofertas em pacote em 2015 determinou uma subida da penetração das ofertas de televisão paga. No final do ano, cerca de 87,8% dos assinantes dispunham do serviço integrado em pacote”, acrescenta a Anacom, em comunicado.

Fiber-to-the-home sobe, cabo e xDSL descem

O regulador das telecomunicações indica que o crescimento em 2015 se deu sobretudo às ofertas suportadas em FTTH/B, que angariou mais 185,1 mil assinantes e é agora a segunda forma de acesso mais importante, a seguir ao cabo. No final de 2015, a FTTH/B representava 23,1% do total de assinantes, mais 4,4 pontos percentuais do que no ano anterior.

No cabo deu-se a tendência inversa, com uma diminuição de 1,4%, apesar de continuar a ser a forma de acesso dominante (38,8%). Outro dado importante é que o xDSL caiu pela primeira vez desde que esta informação é recolhida pela Anacom, reduzindo 1,2% e passando para terceiro entre as redes de suporte do serviço, com 21,3%.

Segue-se a transmissão por satélite, DTH, que aumentou 1,7% e representa agora 17,4% do total. É o primeiro aumento anual registado desde 2011.

Quanto à assinatura de canais premium, o número de lares com este acesso manteve-se constante em relação ao final de 2014, representando 18,6% do total (mas significando um aumento de 3,2 pontos em relação ao trimestre anterior). Por outro lado, cerca de 78,1% dos subscritores do serviço tinha acesso a mais de 80 canais.


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