Será o Apple Watch o fim da indústria relojoeira suíça?

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O Apple Watch estreou-se hoje no mercado da Suíça e a escassez de entusiamos marcou a ocasião. Apesar de uma descolagem turbulenta, se o smartwatch da marca da maçã mordida alcançar o sucesso que tanto ambiciona, a indústria local de relógios de luxo poderá estar prestes a enfrentar o maior desafio da sua longa história.

Comparativamente ao frenesim que caracterizou o lançamento dos Apple Watch nos Estados Unidos, o primeiro dia de vendas do dispositivo no mercado suíço foi significativamente mais refreado. Relata a Bloomberg que somente 40 pessoas aguardavam à porta da loja da Apple em Zurique, face às serpenteantes filas que se estendiam até perder de em frente às lojas nos EUA.

O desempenho do smartwatch no país ditará o rumo da tão aclamada indústria relojoeira suíça. O Apple Watch pretende cativar os Millennials (indivíduos nascidos entre a década de 80 e o ano 2000), que já não têm o hábito de usar relógio, factor que, per se, já impactava negativamente a lucratividade da indústria, sem a adição da ameaça dos relógios inteligentes.

Este mercado suíço lida já com a valorização do franco face ao euro, o que tem vindo a reduzir os lucros provenientes dos países que manuseiam esta unidade monetária. Também uma queda da procura por parte da China tem causado os seus danos, tendo em conta que o país asiático é um dos grandes consumidores dos relógios e respetivos componentes produzidos pelos fabricantes suíços.

A agência noticiosa diz que, em maio, as exportações desta indústria caíram para os valores mais baixos dos últimos seis anos.

Na Suíça, o Apple Watch Sport, o modelo mais barato, custa cerca de 417 dólares, ao passo que o modelo de ouro, naturalmente mais caro, está à volta dos 18,6 mil dólares.


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