Senador Markey revela receios sobre ameaças aos connected cars

Segurança

Edward Markey acautela para os perigos da integração de tecnologia wireless nos automóveis. O senador norte-americano diz que os carros conectados à rede estão vulneráveis a ciberataques e a fugas de dados e informações pessoais. A implementação de funcionalidades de conexão sem fios à Internet é uma tendência que se nota cada vez mais, e

Edward Markey acautela para os perigos da integração de tecnologia wireless nos automóveis. O senador norte-americano diz que os carros conectados à rede estão vulneráveis a ciberataques e a fugas de dados e informações pessoais.

edward markey

A implementação de funcionalidades de conexão sem fios à Internet é uma tendência que se nota cada vez mais, e que muitos acreditam que dará à luz um novo paradigma de automóvel. Contudo, não se pode esquecer que quanto mais imiscuídos estiverem os carros na dimensão digital, mais expostos estão aos perigos que nela se escondem.

Segundo a Bloomberg, o senador Markey defende que as empresas fabricantes de automóveis não estão a dar a devida atenção às vulnerabilidades digitais que podem colocar em xeque a privacidade e a vida dos seus condutores.

O democrata de Massachusetts quer obrigar as agências federais a exigirem que as marcas automobilísticas revelem que proteções informáticas foram integradas nos seus carros, da mesma forma que revelam detalhes como o número de airbags ou o desempenho do veículo durante os testes de colisão.

Citado pela agência noticiosa, Markey acredita que são precisas novas leis para regular os chamados connected cars, para que assim se possa salvaguardar a integridade e privacidade dos condutores destes veículos. O senador acusa as fabricantes de automóveis de negligenciarem as consequências da “digitalização” dos veículos.

As críticas do senador apoiam-se num estudo realizado junto de 16 fabricantes e que revelou que quase todos os automóveis integram hoje alguma tecnologia de comunicação wireless. No que concerne à violação da privacidade, o relatório sublinhou que algumas empresas automobilísticas poderão estar a recolher e a armazenar os dados e informações relativos aos condutores e aos seus hábitos de condução, e estar mesmo a partilhá-los com terceiros.


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