Segurança impulsiona resultados da GTI em Portugal

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A B!T entrevistou João Tavares, Country Manager da GTI Software & Networking Portugal, para saber que balanço faz o distribuidor da sua atividade no mercado nacional. Apesar do seu core business ser a área de corporate e soluções de valor, a GTI tem investido na área de SMB e Retail nos últimos anos, sendo que

A B!T entrevistou João Tavares, Country Manager da GTI Software & Networking Portugal, para saber que balanço faz o distribuidor da sua atividade no mercado nacional. Apesar do seu core business ser a área de corporate e soluções de valor, a GTI tem investido na área de SMB e Retail nos últimos anos, sendo que o segmento da segurança é, claramente, o que mais contribui para os resultados positivos da empresa. Além disso, a GTI firmou um acordo recente com a Acer, que pretende ajudar a posicionar a companhia como “um distribuidor de referência e diferenciador na área do hardware”.

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B!T: Os últimos dados da Context referem que as receitas do canal TIC cresceram 7% na Europa no 1º trimestre. Sente que o mercado português está a começar a ‘ver a luz ao fundo do túnel’?

João Tavares: Sim, na verdade sentimos efeito semelhante, inclusivamente, superior à média mencionada, mas não estou certo, e referindo-me concretamente ao mercado português, tratar-se já da tão esperada ‘luz ao fundo do túnel’. Na minha opinião, para que isso aconteça, o consumo interno terá de crescer e não me parece que estejamos a caminhar nesse sentido.

Quais foram os últimos resultados da GTI em Portugal?

Os resultados traduzem um ano positivo, espelhando um crescimento em resultados conseguidos através de uma forte aposta nos últimos três anos na área de SMB e Retail, pois são áreas que a GTI nunca tinha endereçado estrategicamente.

Qual é a área tecnológica que gera mais receitas e/ou lucros para a GTI Portugal?

Claramente, a área de segurança.

Que novidades destaca do vasto portfolio da GTI?

Destaco o recente acordo com a Acer, que reforça a nossa oferta na área de mobilidade, alargando dessa forma o nosso portfolio de produto nas áreas do SMB e Retail, sendo também mais um passo para nos posicionarmos como um distribuidor de referência e diferenciador na área do hardware.

E que áreas tecnológicas pretende reforçar?

Pretendemos reforçar áreas e portfolio que estejam de acordo com a nossa estratégia de crescimento nas áreas de SMB e Retail, mas nunca esquecendo o nosso mercado core, que assenta na área de corporate e de soluções de valor.

A formação parece ser uma das vossas apostas. É um fator cada vez mais diferenciador no mercado português?

Sem dúvida, acreditamos que a área da formação na distribuição é uma ferramenta diferenciadora, quer para os nossos clientes, quer para os fabricantes que representamos. Não posso deixar de referir nesta questão sobre diferenciação as áreas técnicas e de pré-venda, que possibilitam um conforto adicional aos nossos parceiros, podendo estes entrar em áreas de negócios não tradicionais para a sua organização. O intuito da GTI é ajudar o canal a dar os primeiros passos no desenvolvimento de um determinado fabricante, área tecnológica ou determinado tipo de solução ou implementação.

O advento da cloud parecia trazer consigo algumas questões sobre a redução da importância da venda indireta. Acha que isso se chegou a sentir na prática?

De forma nenhuma. Creio que esse era um receio infundado. Veja-se o exemplo da COLT com a sua oferta Ceano, uma solução representada pela GTI a nível Ibérico, que disponibiliza toda a sua oferta através do canal de distribuição, porque acredita precisamente no valor do canal, pela sua proximidade e conhecimento, fruto do relacionamento de anos. Já para não falar de outros grandes players como a Adobe, CommVault, Microsoft, VMware, Veeam, McAfee e Symantec, entre outros.

O sector da distribuição passou um período de grandes transformações há pouco tempo, com muitas fusões e aquisições. Acredita que o mercado está agora mais estabilizado ou podemos vir a contar com mais novidades em breve?

Nos dias de hoje, os mercados são muito dinâmicos. Quero com isto dizer que existe sempre a possibilidade de continuarmos a assistir a mais fusões e aquisições. Neste sentido, o importante é estarmos aptos e adaptarmo-nos a essas alterações de mercado.


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