Segurança e Privacidade: os escudos das redes sociais

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Numa era cada vez mais dominada pelo braço-de-ferro digital, as redes sociais têm vindo a adquirir um papel de destaque na vida de todos os cidadãos do mundo online. Dada a crescente e imperadora preponderância destas plataformas de comunicação, tem-se tornado cada vez mais premente a implementação de medidas de segurança e privacidade, quer por

Numa era cada vez mais dominada pelo braço-de-ferro digital, as redes sociais têm vindo a adquirir um papel de destaque na vida de todos os cidadãos do mundo online. Dada a crescente e imperadora preponderância destas plataformas de comunicação, tem-se tornado cada vez mais premente a implementação de medidas de segurança e privacidade, quer por parte dos utilizadores, quer por parte das próprias redes sociais, que salvaguardem a individualidade de todos os navegadores do oceano digital.

Facebook privacidade

Desta forma, o Facebook, a maior rede social do mundo, põe em prática uma multiplicidade de medidas que ajudam a proteger a privacidade do utilizador e que  podem ainda ajudá-lo a reforçar a sua segurança de navegação na plataforma.

Natalia Basterrechea, head of Policy para as divisões portuguesa e espanhola do Facebook, assevera que a rede social é uma das mais inovadoras em termos de políticas de privacidade, uma vez que coloca ao dispor dos utilizadores uma série de funcionalidades que lhe permitem arquitetar as suas próprias definições de segurança e privacidade.

Assim, o Facebook põe nas mãos do utilizador o poder para restringir a visualização do conteúdo por ele publicado a um conjunto limitado de pessoas, garantindo, então, a privacidade desta mesma publicação.

Uma outra funcionalidade é o chamado Registo de Atividade, que permite que o utilizador possa rever todas as suas ações na rede social, podendo mesmo eliminar alguns dos seus movimentos, de forma a impedir que estes sejam conhecidos.

Soberanas do universo digital, as redes sociais são frequentemente tornadas ferramentas de ataque, podendo ser utilizadas como armas, pessoais ou coletivas, ou, especificamente, como plataformas onde se materializam práticas de bullying.

Neste sentido, o Facebook, em colaboração com organismos versados nesta área, desenvolveu um sistema através do qual uma vítima de intimidação cibernética pode reportar o incidente e recorrer ao apoio de uma terceira pessoa que tenha adicionada como amigo na rede, um professor, um colega ou um pai, que atuará como mediador da situação delicada. Esta medida possibilita que as vítimas possam pedir auxílio e, muitas vezes, impedir que as consequências da intimidação digital transbordem para o plano offline.

Tendo em consideração que as gerações mais novas nascem praticamente no mundo digital e tomam-no quase como uma segunda casa, uma segunda realidade, é de extrema importância que haja, quer por parte dos pais e educadores, quer por parte das plataformas ciberneticamente sociais, uma monitorização das atividades dos mais jovens nestas redes, razão pela qual o Facebook, através do Centro de Segurança Familiar, zela pela proteção das crianças, banindo conteúdos que possam ser considerados ofensivos e chocantes e imagens de índole pornográfica, oferecendo assim uma experiência de utilização mais segura.

Natalia Basterrechea acrescentou ainda que o Facebook permite que os utilizadores possam comunicar abusos por parte de outros indivíduos que naveguem na rede social, sejam eles por meio de fotografias embaraçosas ou ofensivas, mensagens ameaçadoras ou páginas e grupos que possam de alguma forma violar os direitos dos utilizadores.

A evolução do mundo digitalizado tem tido os seus momentos de glória e de infortúnio. Com a crescente semelhança entre a dimensão online e a offline, muitos dos perigos inerentes a uma têm sido trasladados para a outra, fazendo com que cada vez mais as barreiras entre os dois mundos se dilua, o que permite que os perigos que outrora eram inerentes a somente um dos universos sejam partilhados com o outro.

Nestas circunstâncias, a implementação de medidas que assegurem a privacidade dos utilizadores das ciberplataformas sociais e que os escudem das ameaças que assolam toda a Grande Rede é de vital importância para o bom funcionamento da esfera digital.


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