Segundo trimestre sem crescimento para smartphones

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O segundo trimestre de 2016 marcou o segundo período consecutivo sem crescimento no mercado de smartphones. A culpa foi essencialmente da Apple, que caiu 15% e obliterou os ganhos de outras fabricantes.

Segundo os dados da consultora IDC, os fabricantes enviaram para as lojas 343,3 milhões de smartphones em todo o mundo, uma diferença positiva de apenas 0,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Ainda assim, houve uma subida sequencial, comparando com o primeiro trimestre do ano, de 3,1%.

A Samsung mantém-se em primeiro, com 22,4% de quota (uma subida de 1,1 pontos percentuais) e um aumento de 5,5% no volume em relação a 2015. É o resultado do sucesso do Galaxy S7 e S7 Edge.

A Apple está em segundo, mas foi a única do top que caiu: a quota de mercado tombou de 13,9% para 11,8%. A IDC diz que foi o pior trimestre dos últimos sete. Ainda assim, a consultora nota que o iPhone SE deu um impulso nas vendas, tanto em mercados maduros como emergentes.

Na terceira posição aparece a Huawei, cujo volume subiu 8,4% e permitiu melhorar a quota de mercado para 9,4% – perigosamente perto da Apple.

Em quarto está a Oppo, com 6,6% de quota e a subida mais espectacular do trimestre – 136,6%. O top cinco fecha com a asiática vivo, que disparou 80,2% e tem agora 4,8% de quota.

“Continuamos a ver um número de dinâmicas a mudarem no mercado de smartphones e muitos fabricantes estão a reajustar a sua estratégia de negócio e portfólio para aproveitarem estes movimentos”, comentou Ryan Reith, vice presidente do programa Worldwide Quarterly Mobile Device Trackers.

Anthony Scarsella, gestor de pesquisa de telemóveis, também explicou que a maioria das fabricantes teve sucesso com modelos mais baratos, incluindo o iPhone SE da Apple. “À medida que os preços dos smartphones continuam a cair e a concorrência aumenta nos topos de gama, as fabricantes terão de continuar a lançar aparelhos tipo flagship mas com preços mais razoáveis, para encorajarem o upgrade frequente”, referiu. Foi isso que levou a Huawei, Oppo, vivo e Xiaomi a terem sucesso – apesar de esta última ter desaparecido do top 5.


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