Samsung perde mercado indiano para a Micromax

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A Micromax vendeu mais smartphones no que a Samsung na Índia durante o quarto trimestre de 2014. Dados avançados pela Canalys apontam que a sul-coreana perdeu a liderança no mercado indiano dos telemóveis inteligentes para a concorrente local. A fabricante indiana Micromax é a primeira empresa nativa a conseguir conquistar o trono do setor doméstico

A Micromax vendeu mais smartphones no que a Samsung na Índia durante o quarto trimestre de 2014. Dados avançados pela Canalys apontam que a sul-coreana perdeu a liderança no mercado indiano dos telemóveis inteligentes para a concorrente local.

SAMSUNG CSC

A fabricante indiana Micromax é a primeira empresa nativa a conseguir conquistar o trono do setor doméstico dos smartphones, segundo a consultora Canalys. Tanto a Samsung como a Micromax competem naquele que é o terceiro maior mercado de smartphones como dispositivos de baixo custo.

Os produtos da tecnológica indiana, como Canvas Nitro ou o Canvas Hue, são comercializados sob preços compreendidos entre os 150 e os 200 dólares. Assim, a Micromax detém agora 22 por cento do mercado indiano dos smartphones, superando os 20 por cento da Samsung.

A Canalys estima que, no decorrer dos últimos três meses de 2014, 23 por cento dos smartphones vendidos estavam abaixo dos cem dólares e que 41 por cento integravam a categoria dos cem a 200 dólares. Estes valores evidenciam, sem qualquer dúvida, o peso que o segmento low cost tem no mercado dos smartphones do país.

Em termos gerais, a Índia registou um crescimento de 90 por cento do seu mercado de smartphones, face a 2013, com remessas de 21,6 milhões de unidades no quarto trimestre. Neste período, as marcas que se destacaram foram, decrescentemente, a Micromax, a Samsung, a Karbonn e a Lava.

Depois ter sido eclipsada pelos smartphones permium de baixo custo da rival chinesa Xiaomi, a Samsung foi agora superada pela Micromax. Podemos ser levados a pensar que a estratégia de crescimento da sul-coreana para o mercado asiático não é a mais eficiente, e que está na altura de a fabricante redirecionar o seu foco de atuação, se quiser manter-se relevante numa das regiões que alberga os mercados de smartphones mais severos e competitivos.


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