Salesforce declara a “era do cliente”

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O Salesforce Essentials 2016 passou pelo Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para oficialmente “declarar” a atual era como a do cliente. Uma era na qual as empresas estão mais inteligentes, querem gerir o negócio em qualquer lugar e garantir o apoio incondicional aos seus clientes.  Não procuram apenas dados estatísticos, mas sim dados com significado. A Salesforce garante poder ajudar.

Mas como é possível direcionar um ecossistema inteiro e criar uma experiência inovadora ao cliente? Para a empresa norte-americana, não há qualquer dúvida: o Salesforce Lightning, que mereceu lugar de destaque neste evento, foi apresentado como a abordagem mais rápida e completa que coloca os clientes no centro da sua atividade. Isto para além de permitir vendas mais rápidas, com dados estatísticos mais inteligentes, otimizados para dispositivos móveis.

Quarta maior empresa de software do mundo

Mas vamos um pouco “atrás”. A Salesforce reclama ser, hoje, a quarta maior empresa de software do mundo. Neste momento, os norte-americanos não têm presença direta em Portugal, estando representados através de parceiros, nomeadamente pela Step Ahead Consulting. De resto, é o escritório de Espanha que assume o negócio no território luso.

Em termos de faturação, só no último trimestre, que terminou em abril, atingiram os 1,92 mil milhões de dólares. Números bem diferentes daqueles registados há nove anos, quando Jose Luiz Moura, hoje vice-presidente, finance, internacional, entrou para a companhia: “Em 12 meses, a receita era de 800 milhões de dólares e tínhamos três mil funcionários. Hoje, somos 20 mil funcionários”.

Como escalou a empresa para integrar a lista “Fortune 500”? Basicamente porque introduziu três novos modelos. O primeiro, baseado em um novo modelo de tecnologia, com processamento na cloud para vários utilizadores, com foco na inovação e não na infraestrutura. Basicamente, isto veio permitir uma maior adaptação ao negócio, sendo uma plataforma de metadados escalável. “Temos a plataforma cloud empresarial mais fiável do mercado”, diz Jose Luiz Moura.

Mas o que tornou esta empresa radicalmente diferente não foi, na verdade, este novo modelo de tecnologia, mas antes o novo modelo de negócio baseado em subscrição. Até porque, como referiu Jose Luiz Moura, é através deste modelo que existe a efetiva certeza que o software está a ser usado pelos nossos, pois não há uma compra única.

Crescimento na Europa

Na Europa, a Salesforce cresce há 14 trimestres consecutivos, na ordem dos 33%. Tem 1200 funcionários e está entre os melhores lugares para se trabalhar. No final do ano, vai ter um mais novo centro de dados em Paris que se junta aos de Londres e Frankfurt.

Modelo filantrópico pioneiro

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Outra característica que a Salesforce não se cansa de ostentar é o seu modelo 1-1-1. Ou seja, 1% das horas dos seus colaboradores, 1% dos seus produtos e 1% da sua faturação é doado a organizações sem fins lucrativos. O resultado: mais de 1,4 mil milhões de horas de voluntariado e 120 milhões em doações. Um modelo instituído pela Salesforce mas já utilizado por 780 outras empresas.

A “Operação Nariz Vermelho” foi a ONG que subiu a palco neste Essentials para arrancar sorrisos à plateia do CCB. Uma instituição que aplica um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais.

Parceiros estratégicos

Algo mudou dramaticamente na Salesfroce, diz Jose Luiz Moura. “É verdade que éramos apelidados como uma empresa de CRM. Fomos crescendo e criando relações muito mais próximas com os clientes, E, atualmente, esses clientes, mais do que tudo, veem a Salesfroce como um parceiro estratégico”.

Confiança, crescimento, inovação e igualdade são, hoje, os valores pelos quais a Salesfroce se rege, naquela que é, voltam a insistir, a era do cliente.

“As TI foram evoluindo para que as pessoas sejam mais produtivas, eficientes e eficazes. E os clientes usam precisamente a Salesfroce para espremer ainda mais o valor dos seus produtos”.

O mundo mudou. Hoje temos cloud, social, mobilidade, ciência dos dados e internet das coisas. “Estes conceitos vão-se unir e transformar a natureza dos serviços e dos produtos. Hoje, temos a possibilidade de nos conectar com os clientes de uma forma diferente”.

A Schneider Electric por exemplo, já está a fazer esta alteração para que possa ter todo o seus ecossistema ainda mais interligado. Esta empresa criou uma comunidade na qual todos os seus 19 mil funcionários estão conectados, assim como parceiros. “E o que aconteceu foi um aumento de 20% nas vendas”, disse Jose Luiz Moura.

Outro exemplo dado foi a Unilever, empresa na qual todos os funcionários têm nos seus telemóveis, tablets ou mesmo relógios inteligentes, acesso aos stocks, às métricas e aos seus objetivos, em tempo real.

Para garantir toda esta interação, a empresa norte-americana tem basicamente sete clouds em uma única plataforma, atualizando os seus produtos três vezes por ano. “Assim garantimos estar sempre com os produtos atualizados. Posso garantir que as cloud, separadas, são boas, mas juntas são uma poderosa ferramenta ao dispor das empresas”.

Dimitri Cano, gestor de conta executivo, veio a palco em Lisboa apresentar a plataforma Lightning, cujo poder de adaptação ao negócio do cliente foi altamente destacado por este responsável. Aliás, esta plataforma é apresentada como o futuro do CRM, sobretudo através dos componentes Lightning App Builder, Lightning Process Builder, Lightning Schema Builder, Lightning Connect e Lightning Community Builder

Para materializar os discursos, a Sonae Industria e os seguros Logo vieram apresentar os seus casos de estudo que basicamente explicaram as razões pelas quais escolheram esta empresa para sua parceira tecnológica. “A Salesforce acabou por mostrar um melhor comportamento quer na sua componente operacional, pela agilidade e facilidade de implementação e ainda pela facilidade com que os utilizadores podem utilizar a ferramenta. Isto para além da componente técnica. A mobilidade, escalabilidade e a integração com o nosso sistema de ERP, que é SAP, foi crítico para a escolha”. Camilo Iglesias Morais, CRM & Market Intelligence Manager da Sonae Industria.


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