Sage melhora vendas mas lucros caem 15,1%

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O grupo Sage apresentou resultados mistos nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2016: por um lado, melhorou o volume de negócios em 4,1% e teve uma série de indicadores positivos no crescimento orgânico. Por outro, registou um tombo de 15,1% nos lucros operacionais.

As vendas totalizaram 944 milhões de euros, o que significa um crescimento orgânico de 6,2% e uma sólida performance nas receitas recorrentes, com uma subida de 10%. O CEO da Sage, Stephen Kelly, disse que estes são resultados “encorajadores”, sublinhando que as receitas de software por subscrição subiram 35% no semestre fiscal, findo a 31 de março.

Na conferência com analistas, que se seguiu à apresentação de resultados, o executivo referiu também que a empresa está empenhada na reestruturação que foi decidida no encontro anual do ano passado, em junho. Steve Hare, o diretor financeiro, adiantou que a Sage tem agora dois milhões de contratos dos quais 842 mil são em subscrição – uma melhoria substancial em relação aos 561 mil do período homólogo.

A solução para grandes empresas, Sage X3, teve um crescimento de 17% nas receitas, e a oferta de nuvem para pequenas empresas, Sage One, duplicou para 230 mil subscrições.

Os ganhos por ação caíram, de 11,85 para 9,88 pence (a Sage reporta em libras), o que se deveu, segundo Hare, à combinação entre a estagnação dos lucros operacionais e uma taxa mais elevada de impostos (27%). Os lucros operacionais ficaram-se pelos 192 milhões de euros.

“Nesta fase de transformação, temos estado muito focados na melhoria das capacidades da nossa equipa de gestão e na criação de uma cultura onde a obsessão pelos clientes e inovação se torna um modo de vida na Sage”, referiu o CEO. Kelly referiu ainda estar “agradado” com o progresso da empresa e confiante de que serão atingidos os objetivos de crescimento orgânico de 6% e margem operacional orgânica de 27%.


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