MWC 2015: Runcible é um smartphone redondo e sem apps

Mobilidade

A Monohm criou um smartphone que transporta os utilizadores para outra época ao deixar de parte as inovações tecnológicas e focando-se num visual retro. O resultado é o Runcible, um smartphone redondo, em madeira e digitalmente limitado que deverá ser lançado ainda este ano mas que é apresentado esta semana, em Barcelona. Começa, hoje, o Mobile

A Monohm criou um smartphone que transporta os utilizadores para outra época ao deixar de parte as inovações tecnológicas e focando-se num visual retro. O resultado é o Runcible, um smartphone redondo, em madeira e digitalmente limitado que deverá ser lançado ainda este ano mas que é apresentado esta semana, em Barcelona.

cnet

Começa, hoje, o Mobile World Congress, evento que será palco de várias apresentações, nomeadamente no campo dos smartphones. Enquanto a maioria deverá pautar-se pela novidades tecnológicas, há uma empresa que promete agitar o congresso com um smartphone que parece um relógio de bolso.

O Runcible vale mais pelo design do que pela inovação tecnológica já que o objetivo é, precisamente, envolver os utilizadores com um projeto mais personalizado e que pretende promover o reencontro com tempos mais simples em que os telemóveis incluíam apenas algumas funções básicas.

Por isso mesmo, não será possível aceder a aplicações móveis, incluindo as mais populares como o Facebook, Instagram ou Snapchat nem tirar fotografias através de uma câmara interior. Por outro lado, quem adquirir o Runcible obterá um smartphone redondo, com o tamanho certo para caber na palma de uma mão, com uma superfície de madeira e capaz de navegar na internet mas apenas em sites escritos em HTML5 e, por isso, preparados para dispositivos móveis. O Runcible estará equipado com o sistema operativo Mozilla Firefox.

Este relógio de bolso, que na verdade é um smartphone, possui ainda outras características que o diferenciam e que poderão torná-lo numa espécie de objeto de culto. Quando o utilizador acede, por exemplo, aos mapas, não aparecem as tradicionais linhas e direções mas sim uma seta a indicar o caminho como se de uma bússola se tratasse. Em declarações reportadas pelo CNET, Aubrey Anderson, um dos nomes por trás deste projeto, explica que “o fator forma tem uma longa história – pedras mágicas nas mãos, bússolas, medalhões de mulheres” e que o Runcible deverá cumprir esse registo.

Para facilitar a entrada neste imaginário, o Runcible oferece também a possibilidade de colocar uma corrente no equipamento para que, juntamente com a superfície de madeira, se assemelhe ainda mais a um relógio de bolso, podendo ainda incluir uma capa extra que permita abrir o smartphone apenas para visualizar as horas.

De acordo com as informações disponibilizadas por Anderson, este smartphone terá demorado apenas nove meses para ser desenvolvido bem como para assegurar uma operadora de telecomunicações como parceira que, neste caso, será a japonesa KDDI.

O projeto parte da Monohm, uma empresa californiana, e foi desenvolvido por antigos profissionais da Sony e Apple. A apresentação acontece na edição deste ano do Mobile World Congress mas o lançamento oficial com disponibilização para o público só deverá acontecer no final do ano.


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