Membro da CIONET discute tendências tecnológicas em Portugal

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Em conversa com a CIONET, a maior comunidade de executivos de TI na Europa, Ricardo Coelho, CIO da TAS Portugal e membro da CIONET, partilhou a sua perspetiva sobre as principais tendências na área da logística e distribuição em Portugal. Segundo o responsável, estas assentam no investimento em ferramentas de aquisição de informação em tempo real, nomeadamente, em plataformas mobile.

“O mercado exige cada vez mais das empresas de logística e distribuição com um menor tempo de entrega, o que faz com que as decisões tenham que ser tomadas com a maior da rapidez e com o máximo de informação possível”, afirma, em comunicado, Ricardo Coelho.

Zebra Technologies é a proposta do executivo. Uma empresa tecnológica de referência na produção e desenvolvimento para a área logística que apresenta soluções muito bem conseguidas nesta área.

O CIO da TAS Portugal, empresa que opera na área do transporte rodoviário de mercadorias porta a porta, acredita que as Tecnologias de Informação desempenham um papel estratégico nas empresas de logística e distribuição, sendo que estas últimas procuram a maximização de valor, qualidade e diferenciação, tendo como objetivo a eficiência e flexibilidade de adaptação às mudanças de condições das operações logísticas.

Ainda no mesmo documento, este refere que “embora as TIs contribuam para a racionalização das tarefas, resultando numa maior eficiência, a sua utilização por si só não constitui um fator de diferenciação. As tecnologias estão disponíveis e podem ser utilizadas por qualquer organização, mas a vantagem competitiva vem da utilização das TI para o desenvolvimento de operações logísticas diferenciadas, com maior valor agregado, permitindo à organização ocupar novos mercados, gerar novos produtos e a criar novos negócios”.

O membro da CIONET sugere algumas dicas para pessoas que tenham aceite recentemente o desafio de ser CIO de uma empresa do setor de logística e distribuição, pelo que começa por referir que “quem acaba de abraçar uma área de negócio como esta, numa fase de grande evolução tecnológica, não possui uma grande margem de erro, por isso é importante não esquecer quatro pontos fundamentais: 1) conhecer a dinâmica da organização e as suas expetativas; 2) compreender o papel específico das TI na organização e formas de estas gerarem valor; 3) estudar os melhores utilizadores de tecnologia na área da logística, ou seja, o que eles fazem que a sua empresa não faz; 4) estar ciente dos riscos da TI na organização, por exemplo, segurança e programas de grande dimensão em curso, que podem não corresponder às expetativas da organização”.

No que respeita a boas práticas de governance na área de logística e distribuição, Ricardo Coelho destaca cinco características. Primeiramente, há que ter uma cadeia de fornecimento flexível, que se consiga adaptar facilmente às mudanças inesperadas e circunstanciais, conseguindo, deste modo, responder às exigências do consumidor. O abastecimento multicanal é também essencial para a mudança dos hábitos dos consumidores finais na utilização de diferentes canais de aquisição, desde as lojas físicas até ao E-commerce. Ser capaz de garantir velocidade para o mercado, a fim de reduzir o risco de atrasos é igualmente importante, sendo que esta solução poderá recorrer a modos de transporte e rotas alternativas, para evitar a contínua necessidade e tendência de outsourcing de serviços de logística. Dada a crescente complexidade e dinamismo das cadeias de abastecimento é necessário exigir soluções de TI cada vez mais avançadas. A visibilidade completa de toda a cadeia de abastecimento é outro fator a ter em conta e que aspira a alcançar o verdadeiro planeamento orientado pela procura.


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