Revolução tecnológica tem de ser “combatida” com capital humano e cooperação

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Apostar no capital humano interno e externo através da cooperação entre os vários parceiros é a chave para que as empresas superem os desafios da indústria 4.0 e da era digital.

Esta foi a principal conclusão da Conferência Internacional da APIGRAF que decorreu na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa.

Um encontro que juntou mais de 200 representantes e profissionais das principais empresas do setores gráfico e transformador do papel.

“A indústria 4.0 é uma realidade que nos irá necessariamente afetar a todos, enquanto fornecedores, produtores e consumidores e nas diversas cadeias de valor em que nos inserimos. Torna-se fundamental a cooperação. Se há desafios que poderemos abordar de forma individualizada, outros, como este, requerem pela sua complexidade e magnitude uma aposta forte na persecução dos interesses mútuos entre os vários parceiros”, referiu em comunicado Lopes de Castro, presidente da APIGRAF.

O mote foi dado desde logo pelo presidente da Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, para quem “a questão Indústria 4.0 deverá estar enquadrada na questão mais abrangente da competitividade e não ser tratada como uma receita milagrosa desligada dos restantes temas da competitividade”. “Acima de tudo, a política industrial deve colocar a competitividade como preocupação transversal na intervenção do Estado na economia”, acrescentou.

Para os intervenientes na Conferência Internacional da APIGRAF, o desenvolvimento tecnológico aparece, sobretudo, como uma oportunidade: para a inovação e crescimento do setor, através do alargamento a novos segmentos de negócio e a otimização de processos de produção.

O incremento da produtividade através da automatização requer uma adequação da estrutura empresarial. A aposta no capital humano, através da educação e formação, mas também da integração dos profissionais no desenvolvimento de novas respostas e novos modelos de gestão, adaptados à realidade de uma indústria inteligente, aparece como uma peça fundamental. Desde logo, por ser central nas várias estratégias de adaptação. Aqui, questões como a Liderança e a Gestão da Mudança assumem uma importância específica.

A conferência contou, entre outros, com as intervenções de António Saraiva, presidente da CIP, Fábio Mortara, presidente da Associação Brasileira de Indústrias Gráficas, Jorge Portugal, Diretor-Geral da COTEC, Harvard Grjotheim, CEO da O7 Media, e Steve Harrison, diretor criativo e especialista em comunicação.

 


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