Resultados da Xerox sofrem com queda na venda de impressoras

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O volume de negócios total da Xerox caiu 4,2% no primeiro trimestre, pressionado pela valorização do dólar e pela quebra nas vendas de impressoras e fotocopiadoras.

A empresa norte-americana, que nos últimos anos tem tentado reiventar-se como uma empresa de serviços, registou receitas de 3,81 mil milhões de euros no trimestre findo a 31 de março. A Xerox está também num processo de separação em duas companhias, uma com o negócio da impressão e escritório e outra com as unidades de outsourcing de processos de negócio.

O negócio de serviços, que já representa 58% do total de receitas, cresceu 1% para 2,22 mil milhões de euros. O grande problema no trimestre foi a divisão de documentos, onde se integra a venda de impressoras e outros acessórios, que caiu 10% para 1,42 mil milhões de euros. Houve também um abate de 175 milhões de euros nos lucros, devido a impostos relacionados com a amortização de intangíveis e outros custos, o que levou a um recuo impressionante nos lucros líquidos – de 200 para 30 milhões de euros, ou apenas 3 cêntimos por ação. De forma ajustada, seriam 22 cêntimos por título.

A CEO da Xerox, Ursula Burns, referiu em comunicado que os resultados foram “em linha” com o esperado. “Acelerámos os nossos esforços de redução de custos na empresa e esperamos começar a colher os frutos no segundo trimestre”, referiu a executiva.

“Estou satisfeita com o progresso no nosso programa de transformação e separação”, acrescentou. “Pusemos em andamento ums estrutura de gestão programada, fizemos um mapa para a separação, iniciámos a busca por liderança e começámos a construir a fundação estratégica, operacional e financeira de cada companhia.”

No entanto, as notícias levaram as ações da Xerox a darem um tombo fenomenal na sessão de segunda-feira, mais de 12% para níveis inferiores a 9 dólares.


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