Redes sociais prejudicam relacionamento com amigos e familiares, diz pesquisa

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Uma nova pesquisa da Kaspersky Lab mostrou que um terço das pessoas diminuiu a comunicação ao vivo com pessoas queridas, e 21% dos pais admitem que a sua relação com seus filhos foi prejudicada porque foram vistos em situações comprometedoras nas redes sociais.

Com a tendência das pessoas de postar fotos delas mesmas ou de outros sob efeito de álcool, usando algo comprometedor ou mesmo sem roupas com a intenção de receber mais “likes”, é compreensível que as redes sociais possam prejudicar os relacionamentos.

Porém, embora o esperado é que pais não aprovem o comportamento online dos seus filhos, o que acontece é ao contrário.  Mais de um quinto dos pais admitem a relação com seus filhos piorou depois que as crianças os viram em situações constrangedoras nas redes sociais. Por outro lado, apenas 14% dos pais disseram ficar perturbados pelo comportamento dos seus filhos na Internet. Além disso, cerca de um quinto (16%) das pessoas também informou que o relacionamento com cônjuges ou parceiros foi prejudicado por causa de uma situação comprometedora nas redes sociais.

As relações com familiares, amigos e colegas estão a mudar a forma como as pessoas comunicam pessoalmente como consequência das redes sociais. Um terço significativo das pessoas admitiu que agora comunicam menos com seus pais (31%), filhos (33%), parceiros (23%) e amigos (35%) porque podem vê-los e contatá-los via as redes sociais.

“Estudos mostram que, atualmente, a comunicação digital complementa a comunicação real. Vivemos em um mundo globalizado e repleto de mobilidade, o que gera grandes distâncias entre parceiros e familiares”, comenta Astrid Carolus, psicóloga especializada em media da Universidade de Würzburg. “A comunicação digital representa uma oportunidade de criar pontes sobre as separações da vida moderna, entre diferentes cidades ou países. No entanto, a comunicação digital não substitui a comunicação ao vivo – pelo menos nem sempre e não completamente. A comunicação digital é menos rica em termos dos canais sensoriais estimulados, resultando em uma qualidade sensorial reduzida.”

Embora as pessoas comuniquem menos ao vivo, cerca de metade dos entrevistados acredita que a qualidade dos seus relacionamentos não é afetada e se tornou ainda melhor graças à conexão online com os entes queridos. A psicóloga adverte que, embora pareça que a qualidade de nossas relações tenha melhorado, nem sempre é possível avaliar a comunicação online de modo objetivo: “Em determinadas circunstâncias, as pessoas consideram a comunicação online como ‘superpessoal’ e, assim, podem confundir e interpretar incorretamente as mensagens nas redes sociais.  Sentimo-nos muito próximos, ignoramos o que é negativo, focamos as possíveis intenções positivas por trás de uma mensagem e inventamos interpretações.”

O estudo mostrou que nem sempre as redes sociais trazem alegria às pessoas. Elas podem gerar tensões nas relações, além de fazer as pessoas sentirem-se deprimidas e perturbadas porque passam o tempo todo a comparar as suas vidas às de outras pessoas. A procura de “likes” e pela aprovação social faz com que os utilizadores partilhem volumes crescentes de informações privadas nas redes sociais, colocando-se em risco, aos seus amigos, familiares e colegas. As pessoas que resolveram desligar-se das redes sociais sentem dificuldades por conta da perda de toda uma vida de memórias digitais, incluindo fotos e interações.

“Para se proteger e as suas relações, as pessoas precisam ter mais cuidado e informar-se melhor sobre o que devem partilhar nas redes sociais. Além de atenuar os riscos do mundo online, isto também evita problemas nos relacionamentos do mundo off-line”, salienta a Kasperky Lab.


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