Receitas da Indra sobem cinco por cento em 2014

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As receitas da Indra cresceram cinco por cento em 2014. A subida das vendas totais da empresa permitiram-lhe chegar aos 2,938 mil milhões de euros, registando um fortalecimento significativo do seu negócio de serviços financeiros. A Indra, no ano passado, viu o seu negócio crescer dez por cento na América Latina, ao passo que na

As receitas da Indra cresceram cinco por cento em 2014. A subida das vendas totais da empresa permitiram-lhe chegar aos 2,938 mil milhões de euros, registando um fortalecimento significativo do seu negócio de serviços financeiros.

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A Indra, no ano passado, viu o seu negócio crescer dez por cento na América Latina, ao passo que na Europa e na América do Norte conseguiu um crescimento de sete por cento. Já o mercado espanhol, que representa 39 por cento do negócio da Indra, conseguiu atingir um crescimento estável, após um declínio que durou quatro anos consecutivos.

Os setores verticais em que a Indra observou um aumento das receitas foram os Serviços Financeiros (nove por cento), Adiminstração Pública e Saúde (sete por cento) e Transportes e Tráfego (cinco por cento). Também nas áreas de Energia & Indústria e Telecomunicações & Média, a Indra conseguiu crescer, embora não tão significativamente.

A tecnológica espanhola cresceu quatro pontos percentuais ao nível da contratação, destacando-se neste âmbito a América Latina e a região AMEA (Ásia, Médio Oriente e África). Falando dos mercados verticais em que opera, a Indra registou uma taxa de contratação nos Transportes e Tráfego, Serviços Financeiros, e Administração Pública e Saúde, os mesmos setores onde o fluxo de receitas aumentou mais expressivamente.

Segundo consta, este aumento da contratação teve como consequência um incremento da carteira de pedidos da Indra, que ultrapassou os três mil milhões de euros, mais três por cento que em 2013.

Parece que os resultados da Indra foram impactados, em 2014, por fatores como a “deterioração da conjuntura macroeconómica nas economias exportadoras de matérias-primas, pelo efeito da desvalorização das moedas da América Latina e pelas pressões nos preços e aumento de custos de implementação de alguns projetos”, explicou em comunicado a empresa, acrescentando que os efeitos destas variáveis foram sentidos com maior intensidade no decorrer do quarto trimestre.

O fluxo de capital livre da Indra foi de 47 milhões de euros, face aos cerca de 24 milhões conseguidos em 2013. Por outro lado, a dívida líquida da Indra avolumou-se em 2014 e chegou aos 663 milhões de euros, enquanto que no ano anterior não tinha passado dos 622 milhões.

No próximo mês de junho, a Indra, avançaram fontes oficiais, vai organizar o Dia do Investidor, durante o qual apresentará a investidores e analistas as suas orientações estratégicas, a par dos “planos de ação e indicações financeiras a médio prazo”.


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