Raide em Moscovo suspende operações de gangue de cibercriminosos

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Um gangue de cibercriminosos que operava a partir da Rússia teve as suas operações severamente debilitadas por um raide feito pelas autoridades a uma empresa de produção e distribuição de filmes.

A notícia é avançada pela Reuters, que identifica a produtora de filmes como sendo a 25 Floor Film Company e localiza os escritórios onde foram feitas as buscas no edifício Gorod Stolits. A agência cita três fontes com conhecimento do processo e diz que este grupo de cibercriminosos estava por detrás de uma das operações mais notórias de pirataria financeira.

É uma referência ao código malicioso Dyre, desenhado para roubar palavras-chave e que se crê ter sido utilizado para ataques ao Bank of America e JP Morgan Chase, que resultaram em perdas de milhões de dólares. Segundo especialistas de segurança online, o Dyre desapareceu a seguir ao raide feito pelas autoridades, em novembro, naquela que é já considerada a maior operação de combate ao cibercrime na Rússia.

Os piratas por detrás do Dyre tinham conseguido afetar mais de 400 instituições financeiras, usando diversos truques para pôr o código a correr nos navegadores dos consumidores e espiar as suas comunicações com os servidores das empresas.

A Reuters ressalva que não conseguiu estabelecer uma ligação entre a produtora de filmes, liderada por Nikolay Volchkov, e o gangue de cibercriminosos; Volchkov afirmou que não podia responder a questões sobre o raide. O serviço de inteligência russo (FSB) e o ministério do Interior não comentaram nem confirmaram as alegações.

O caso é relevante porque a Rússia alberga diversos gangues de cibercriminosos mas o crime de pirataria contra instituições financeiras ocidentais é muito raramente investigado e punido.


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