Quidgest com proposta de internacionalização arrojada

Negócios

A Quidgest abriu uma nova filial em Marrocos, na cidade de Rabat. Luís Santana, responsável pelo negócio em Marrocos, revelou à B!T que a abordagem a este mercado foi através de uma parceria estabelecida com uma empresa local sendo que, a partir daí, houve tentativas de perceber de que forma a plataforma de desenvolvimento automático de

A Quidgest abriu uma nova filial em Marrocos, na cidade de Rabat. Luís Santana, responsável pelo negócio em Marrocos, revelou à B!T que a abordagem a este mercado foi através de uma parceria estabelecida com uma empresa local sendo que, a partir daí, houve tentativas de perceber de que forma a plataforma de desenvolvimento automático de software, o Genio, poderia constituir uma vantagem competitiva naquele país. Para a empresa, a estratégia de internacionalização da Quidgest para Marrocos passa pelo investimento em I&D para o desenvolvimento de soluções adequadas às organizações marroquinas, pela transferência de tecnologia e pela realização de parcerias com entidades locais.

Rabat-Marrocos

Para Luís Santana, a principal característica do mercado marroquino é que, neste momento, aquele país quer tornar as tecnologias num fator de desenvolvimento humano, que acrescente valor a outros setores da economia e da administração pública. “Neste sentido, e tendo em conta a experiência da Quidgest no setor público, parece-nos oportuno apostar num país que está disposto a transformar-se num centro tecnológico, aumentar o número de postos de trabalho e dinamizar a economia”.

Apesar de ainda não estar definido um número concreto de novos colaboradores para este mercado específico, o processo de recrutamento será realizado, numa primeira fase, com recurso a capital humano português e, posteriormente, com a contratação local de profissionais especializados. “A transferência de tecnologia e de conhecimentos terá ainda um papel importante neste contexto, como garantia da sustentabilidade da empresa”.

Em termo de dificuldades, Luís Santana admite que tendo em conta a experiência muito recente neste país, “podemos dizer que não nos deparámos com grandes dificuldades no que concerne ao contacto com as empresas e entidades governamentais. Reconhecemos que, como em qualquer novo mercado, é necessário um período de adaptação aos costumes, à cultura e à língua mas estes não têm constituído de maneira alguma, barreiras ao nosso processo de internacionalização”.

Mas que critérios são usados para a aposta em determinada geografia? O responsável explicou que o processo de expansão para Angola e Moçambique resultou, por exemplo, do reconhecimento das potencialidades destes mercados, que não só estão em expansão económica, como também têm a vantagem da aproximação cultural e linguística. “Por outro lado, as tecnologias da informação são entendidas nestes mercados como como uma alavanca aos objetivos de desenvolvimento dos países, o que representa uma oportunidade para as empresas tecnológicas portuguesas”.

Até ao final do ano a empresa pretende alavancar negócios não só na Europa, mas nos Estados Unidos e Canadá, na Ásia e em países emergentes. “Estamos atualmente a participar em vários concursos públicos nestes mercados e estamos atentos às oportunidades que daí possam surgir. Por exemplo, a nossa filial em Díli, Timor-Leste surgiu desta forma. Ganhámos o concurso promovido pelas Nações Unidas para a gestão dos recursos humanos do Governo de Timor-Leste e foi na sequência deste projeto que criámos um escritório neste país”.

A expansão desta tecnológica portuguesa para o mercado marroquino resulta das relações comerciais estabelecidas entre ambos os países, e à liderança de Marrocos nas exportações portuguesas para os países árabes com 732 milhões de euros em 2013, mais 59,1% que no ano anterior. Aliás, Marrocos representa um dos países magrebinos com o qual Portugal tem um saldo positivo na balança comercial, na ordem dos 589 milhões de euros em 2013.

Para além de Marrocos, a Quidgest conta com pólos de desenvolvimento em Timor-Leste, Moçambique, Macau e Alemanha e parcerias estratégicas no Reino Unido, Polónia, Lituânia, Estados Unidos, Caraíbas, El Salvador, Nicarágua e Brasil. Atualmente, os mercados externos representam mais de 50% do volume de negócio da empresa, tendência que virá a acentuar-se, uma vez que o crescimento da tecnológica tem acompanhado o seu processo de internacionalização. Dentro do negócio externo, Luís Santana diz que não há propriamente geografias mais ou menos importantes, porque o processo de internacionalização neste momento contempla vários mercados “que a empresa tenta abordar mais ou menos com o mesmo empenho e dinâmica. Temos desenvolvido sim, projetos de grande dimensão em alguns países como é o caso da implementação do software de BSC Quidgest para a Secretaria Técnica da Presidência de El Salvador, do Sistema Integrado de Registo Predial para a Direção Nacional de Registos e Notariado de Moçambique e do Desenvolvimento de uma solução para a modernização da função pública do Governo de Timor-Leste”.


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