Qualcomm quer ser player de peso na indústria de semicondutores

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A Qualcomm ainda é uma das maiores fabricantes de chips para telemóveis. Mas, com a força dos concorrentes a aumentar, a empresa de San Diego pode ficar na sombra. Para contornar a situação, a empresa vai pôr em prática uma estratégia renovada, da qual faz parte a análise de oportunidade de aquisições, segundo declarações do CEO, Steve Mollenkopf, à Bloomberg.

“É muito provável que a Qualcomm se torne um ator na consolidação da indústria de semicondutores”, disse o CEO da empresa, Steve Mollenkpf numa entrevista à Bloomberg, acrescentando que o “momento certo é sempre tema de debate”.

Estas declarações do executivo surgem na sequência da revisão estratégica anunciada pela empresa na semana passada.

Depois da divulgação dos últimos resultados trimestrais da Qualcomm, que não pintaram um quadro agradável, com os lucros a descer 47 por cento face ao período homólogo, a pressão sobre a companhia aumentou. O facto de clientes como a Samsung terem começado a utilizar os seus próprios chips também contribuiu para a instabilidade que a empresa atravessa.

Ao avançar com a cisão destes ativos, a empresa isola a parte mais saudável e rentável da sua atividade – o licenciamento das suas patentes. A Qualcomm ficaria assim numa posição fortalecida para avançar com grandes aquisições.

Em entrevista à Bloomberg, Mollenkopf focou-se sobretudo no interesse da empresa em tornar-se um player de peso na indústria de semicondutores.

Segundo a agência noticiosa, a empresa pretende expandir o negócio para além do segmento dos telemóveis. A Qualcomm mostra-se disposta a entrar em novas áreas, como os carros conectados ou os serviços de saúde.

O analista Stacy Rasgon, da Sanford C. Bernstein, citado pela Bloomberg, indica a Nvidia ou a NXP Semiconductors NV como boas aquisições a realizar pela Qualcomm, no sentido de facilitar a sua entrada no setor automóvel.

Com o intuito de sair do panorama desfavorável em que se encontra, a empresa revelou a semana passada que vai reduzir os custos em 1,4 mil milhões de dólares, com o despedimento de 4500 trabalhadores.


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