Quais são os limites morais para o uso de tecnologias na guerra?

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A NOS e o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) vão organizar na próxima segunda-feira um debate dedicado ao uso de novas tecnologias na guerra, por exemplo drones. O encontro é seguido da antestreia do filme “Operação Eye in the Sky”, com Helen Mirren.

Intitulado “Guerra e Inteligência: Quais os limites morais no emprego das novas tecnologias?”, o debate terá a participação de Felipe Pathé Duarte, professor no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Francisco Proença Garcia, Tenente-Coronel e professor na Universidade Católica) e Bruno Cardoso Reis, professor do Instituto de Defesa Nacional.

Os especialistas vão debater sobre os limites morais no emprego das novas tecnologias: os desafios éticos que se levantam com as novas tecnologias; as diferenças que se colocam aos decisores políticos e militares; e devem as decisões ser tomadas a milhares de quilómetros de distância? Como controlar as novas ferramentas de inteligência? Este é um momento particularmente sensível, com uma série de atentados nas últimas semanas, o debate sobre as comunicações encriptadas entre terroristas e a disputa entre a Apple e o FBI.

A sessão vai decorrer nos cinemas UCI do El Corte Inglês, no dia 28 de Março, às 21h, seguida da antestreia do filme “Operação Eye in the Sky”, realizado por Gavin Hood e que retrata “o mundo sombrio das guerras executadas por drones remotamente controlados.”

Nele, Katherine Powell (Helen Mirren), Coronel e oficial da inteligência militar com sede em Londres, está a comandar remotamente uma operação ultra secreta com recurso a drones para capturar um grupo perigoso de terroristas em Nairobi, no Quénia. Mas a missão passa repentinamente de uma operação de “captura” para “a abater” quando Powell se apercebe que os terroristas estão prestes a embarcar num atentado suicida.

Da sua base no Nevada, Steve Watts (Aaron Paul), um piloto americano de drones, está prestes a destruir o alvo quando uma menina de nove anos de idade entra na zona de ataque. Com imprevistos danos colaterais a entrar agora na equação, a ordem de ataque vai passando pela “hierarquia de poder” de políticos e advogados, ao mesmo tempo que o tempo vai passando. 


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