PT quer combater o desemprego e a iliteracia digital

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A PT apresentou hoje aquela que é a sua estratégia para a Economia Digital. A campanha da operadora fundamenta-se em três iniciativas recém-criadas que visam desenvolver as capacidades digitais dos gestores, fomentar o crescimento do comércio online e combater a iliteracia digital.

“A digitalização da economia portuguesa é inevitável e necessária”, sentenciou esta tarde Armando Pereira, presidente do Conselho Administrativo da Portugal Telecom. O executivo acredita que o investimento da operadora impulsionará a inovação e a competitividade das empresas portuguesas, designadamente ao nível das PME.

Armando Pereira sublinhou que a PT está na linha da frente da luta contra o desemprego, cujos níveis, apesar registarem uma redução, estão ainda aquém do desejado.

Esta abordagem à Economia Digital atuará também como uma ferramenta de retenção de talento nacional, apostando na formação de profissionais qualificados.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, esteve presente na apresentação do programa da PT, e referiu que as empresas, sejam quais forem as suas dimensões, procuram adquirir competências fortes e fortalecer a sua competitividade para conquistarem mercado. Para tal, disse o representante do Governo, há que abraçar o digital e as Tecnologias da Informação, para que possam ser desenvolvidos serviços e produtos cada vez mais robustos e que entreguem cada vez mais valor ao consumidor.

Dirigindo-se aos acionistas, Pires de Lima deixou um conselho: é preciso mudar as culturas das empresas. Mentalidades e estratégias seculares, por muito lucrativas que sejam, não podem ser aplicadas eternamente. É necessário endereçar as necessidades e exigências de um mercado que atravessa profundas mudanças. O ministro declarou que as empresas não devem poupar meios para assegurar a sua competitividade e que os seus olhos devem estar postos no futuro, com perspetivas e planos a longo prazo.

O diretor da PT para a Economia Digital, Alexandre Nilo da Fonseca, mostrou que o setor do comércio eletrónico está em franca ascensão e que é um potente motor do crescimento económico nacional. No entanto, 75 por cento das PME não tem ainda uma presença na Internet. “As PME não estão aproveitar esta oportunidade”, disse o executivo.

A visão da PT para a Economia Digital

Como tal, surge o programa da PT para a Economia Digital. Um dos eixos desta estratégia é o Sapo Biz, uma plataforma digital, lançada hoje, que permite que qualquer empresa, ou particular, crie e gira um negócio digital. Nilo da Fonseca garantiu que não são precisos quaisquer conhecimentos técnicos para operar a plataforma. A Sapo Biz cria portais responsive, ou seja, adaptáveis aos ecrãs de computadores (desktops e portáteis), tablets e smartphones, ampliando o seu alcance. É possível criar lojas multilingues para que o negócio possa singrar além-fronteiras. Quanto aos pagamentos, a PT firmou parcerias com entidades como Visa, MasterCard e PayPal para oferecer aos clientes serviços de pagamento seguros, incluídos de raiz na solução.

Outra coluna-mestra do projeto é a Academia Digital, uma iniciativa da PT que se estreia também hoje e que pretende promover a inclusão digital. Os gestores portugueses terão acesso a séries de vídeos e cursos gratuitos que lhe permitirão adquirir competências na esfera online, para que possam fortalecer os seus negócio e levá-los até à dimensão digital, fazendo crescer o fértil mercado da Economia Digital.

A terceira linha de ação da PT prende-se com a requalificação de profissionais. Através de uma parceria celebrada hoje entre a operadora e o Instituto do Emprego e Formação Profissional, serão realizadas 20 ações de formação que visam requalificar jovens desempregados, dotando-os das ferramentas necessárias para se tornarem consultores digitais. Findas as 70 mil horas de formação, os já qualificados consultores digitais ajudarão empresas a mergulhar e a navegar no universo digital, para que possam converter-se em importantes ativos da Economia Digital. Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, revelou que este projeto conjunto foi alvo de um investimento de quase meio milhão de euros, advindos de recursos públicos.


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