Proposta de Obama pode afetar multinacionais tecnológicas

Negócios

O presidente dos EUA quer que as grandes empresas norte-americanas contribuam mais para o crescimento do país e a área da tecnologia não é deixada de lado. Esta semana é apresentada uma proposta que poderá obrigar as multinacionais a pagar uma nova taxa. O sistema fiscal norte-americano está construído de forma a permitir às grandes

O presidente dos EUA quer que as grandes empresas norte-americanas contribuam mais para o crescimento do país e a área da tecnologia não é deixada de lado. Esta semana é apresentada uma proposta que poderá obrigar as multinacionais a pagar uma nova taxa.

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O sistema fiscal norte-americano está construído de forma a permitir às grandes empresas de todos os ramos o crescimento internacional sem que sejam obrigadas a dividir grande parte dos seus lucros com o país de origem. Mas a situação poderá mudar com a proposta de lei que Barack Obama apresentará esta semana.

A proposta legislativa prevê o pagamento de uma taxa de 14 por cento sobre os lucros já obtidos pelas empresas fora dos limtes dos EUA e, posteriormente, o aumento dessa mesma taxa para 19 por cento. O aumento da taxa deverá incidir nas receitas futuras que sejam conseguidas através de negócios realizados internacionalmente.

O objetivo é trazer de volta para o país de origem parte do dinheiro conseguido pelas multinacionais e que, por agora, está fora do alcance do Estado. As informações sobre esta proposta foram avançadas por uma fonte da Casa Branca, citada pelo Wall Street Journal, e acrescenta que as empresas poderão, depois, reinvestir esses fundos nos EUA sem a obrigatoriedade de pagamento de taxas adicionais.

De acordo com dados disponibilizados pela Bloomberg, o capital angariado seria utilizado para a contrução de estradas, pontes e outras infraestruturas necessárias ao desenvolvimento do país. Empresas com a Apple, Google ou Facebook, norte-americanas de origem e com negócios espalhados pelo globo, poderão ser afetadas pelas novas regras propostas por Barack Obama.


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