Projeto da Univ. de Coimbra financiado em 20 mil pela Google

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A Google financiou uma investigação de uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. O projeto consistia num novo sistema de reconstrução digital em três dimensões de espaços urbanos, colmatando, segundo a universidade, falhas existentes em serviços como o Google Street View. A investigação teve início em janeiro de 2014, no

A Google financiou uma investigação de uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. O projeto consistia num novo sistema de reconstrução digital em três dimensões de espaços urbanos, colmatando, segundo a universidade, falhas existentes em serviços como o Google Street View.

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A investigação teve início em janeiro de 2014, no seio do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da universidade conimbricense. O objetivo era criar um novo modelo informático que serviria de alicerce para “uma nova geração de sistemas de reconstrução 3D de ambientes urbanos”, explica a Universidade em comunicado.

Este projeto caiu, então, sob o radar da Google, que decidiu financiá-lo, apurou a B!T, em 20 mil euros. Sistemas como o Street View, apesar de oferecerem perspetivas tridimensionais dos espaços, “estão limitados ao ponto de vista do veículo que capturou as imagens”, explicam os investigadores Carolina Raposo, João Barreto e Gabriel Falcão. E é neste ponto que o novo modelo se destaca, visto que “este algoritmo tem por base a utilização de planos, não só para descrever a cena, mas também para calcular o movimento da câmara. Isto faz com que os modelos em 3D sejam gerados automaticamente e armazenados de forma muito compacta (ao contrário dos métodos existentes que trabalham com nuvens de pontos), permitindo a sua rápida transmissão”.

Ao recorrer a planos em detrimento de nuvens de pontos, o sistema precisa de um número de imagens inferior ao dos seus “antecessores” para formar um cenário. “Isto acontece porque é frequente que o mesmo plano seja «visto» pelas câmaras em posições distantes, permitindo recuperar o movimento”. Os atuais sistemas exigem que as imagens sejam capturadas com distâncias geográficas relativamente próximas umas das outras, pelo que, para formarem um espaço, requerem um maior volume de informação.

O sistema dos investigadores da Universidade de Coimbra está também dotado de uma arquitetura de processamento paralelo que potencia a velocidade de geração da imagem 3D e o armazenamento da informação recolhida no servidor.

O departamento de comunicação da universidade disse à B!T que “no final do projeto os investigadores vão apresentar os resultados à Google”, o que indica que a tecnológica norte-americana poderá ainda deitar a mão ao produto português.


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