Presidente iraniano quer maior aposta em novas tecnologias

Segurança

O Presidente iraniano Hassan Rouhani declarou que a Internet deve ser vista como uma ferramenta do progresso, e mostra-se determinado em aplicar uma abordagem às novas tecnologias que em tudo diverge da do seus antecessor Mahmoud Ahmadinejad, cujo mandato de oito anos terminou no ano passado. Rouhani deixou bem claro que o Irão deveria investir

O Presidente iraniano Hassan Rouhani declarou que a Internet deve ser vista como uma ferramenta do progresso, e mostra-se determinado em aplicar uma abordagem às novas tecnologias que em tudo diverge da do seus antecessor Mahmoud Ahmadinejad, cujo mandato de oito anos terminou no ano passado.

Hasan Rouhani

Rouhani deixou bem claro que o Irão deveria investir nas mais recentes tecnologias e na Internet de forma a poder estar em pé de igualdade com outras nações de poder, em vez de estar a tentar constantemente bloqueá-las.

“O ciberespaço deveria ser visto como uma oportunidade, facilitando a comunicação bidirecional, aumentando a eficiência e criando empregos”, afirmou Rouhani.

Por muito encorajadores que sejam os seus comentários, não deixa de ser irónico que sejam proferidos depois de um grupo de jovens iranianos ter sido preso por ter colocado no Youtube um vídeo no qual apareciam mulheres que, segundo os padrões do Irão, não estariam apropriadamente vestidas.

O mandato de Ahmadinejad ficou cicatrizado por violentas supressões de manifestações públicas em 2009, que foram organizadas através das redes sociais.

Rouhani, por sua vez, quer tentar obliterar marca do seu antecessor das políticas e iniciativas tecnológicas, e asseverou que é necessária uma abordagem distinta de Ahmadinejad para que, adequadamente, se possa lidar com os desafios gerados pela difusão de novas tecnologias, que incluem ataques cibernéticos por outros Estados. Em 2010, as centrífugas nucleares do Irão foram atingidas pelo worm computacional Stuxnet que, de segundo documentos revelados pelo ex-NSA Edward Snowden, foi desenvolvido pelos Estados Unidos e pelo governo Israelita.

Mais recentemente, no passado ano de 2011, os servidores do governo iraniano foram atacados pelo grupo cibercriminoso Anonymous e pelo malware Duqu.

Podemos, então, constatar que o Irão precisa prementemente de apostar em infraestruturas informáticas e em segurança cibernética para se poder escudar dos crescentes e cada vez mais sofisticados ciberataques, a nova tendência do mundo digital.


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