Presidente da Uber demite-se e agrava instabilidade na empresa

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O presidente da Uber Technologies, Jeff Jones, deixa o cargo após 6 meses, insatisfeito com as politicas seguidas na empresa.

O especialista em marketing, que foi contratado para ser o braço direito de Travis Kalanick, CEO e cofundador da startup, afirmou que a sua saída se deve ao fato de não ser “compatível com o negócio”.

“Eu juntei-me à Uber em virtude da missão da empresa e pelo desafio de construir recursos globais para ajudar a companhia a prosperar a longo prazo” afirmou Jeff Jones.

“É agora claro que as convicções e abordagem sobre liderança que sempre guiaram a minha carreira são inconsistentes com o vi e experienciei na Uber e como tal, não posso continuar como presidente do negócio”, acrescentou o executivo.

Jeff Jones chegou à Uber em agosto de 2016 tendo sido anteriormente CMO da Target e deixa a empresa após as notícias relacionadas com assédio sexual existente dentro da startup e o anúncio de recrutamento de um COO.  O site Recode indica que isto foi alvo de descontentamento por parte de Jones dado que o próprio desempenhava alguns tarefas inerente a esse cargo.

A Uber emitiu um comunicado em que agradece ao executivo os meses que esteve na empresa e lhe deseja felicidades.

Esta não é a única saída importante da companhia que vai, ainda, perder Brian McClendon, vice-presidente responsável pelos mapas e plataforma do negócio. No entanto, McClendon sai para explorar a possibilidade de uma carreira política e já afirmou que ficará como consultor.

A startup está assim numa fase de instabilidade visto que também está a lidar com um processo da Alphabet que acusa a companhia do roubo de desenhos de tecnologia ligada a carros autónomos, situação que a Uber negou veementemente, e polémicas com as condições de trabalho dos seus motoristas.


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